Porque Carrillo não está a mostrar o seu talento no Benfica?

15 de Outubro de 2016

Recordamos as suas explosões de técnica em velocidade, com finta serpenteada em condução de bola e remate, então com a camisola do Sporting e perguntamos, para onde foi isso tudo? Falo de Carrillo, hoje no Benfica. O último jogo, para a Taça, frente ao pequeno 1º de Dezembro, parecia ideal para soltar diabruras, mas não. Primeira parte fantasmagórica, 0-0 e nem uma jogada.

Ao tirar Carrillo ao intervalo, Rui Vitória cedeu, no fundo, perante o momento de um jogador de quem se conhece o talento mas que é hoje um “corpo estranho” no jogo ofensivo benfiquista. Esteve muito tempo sem jogar e isso sente-se agora, em todo o seu corpo, mas a incapacidade de perceber o jogo da equipa é mais intrigante (pois treina com ela). Parece que joga um jogo (na ideia coletiva) totalmente diferente. E quando tem a bola não dá a sensação de perigo de outrora.

No fim, confrontado com o tema, o treinador Rui Vitória disse que Carrillo “estava num processo, queremos mais rendimento. Não tem acontecido mas isso faz parte”. Pois faz. Não sei qual é o processo de resgaste do talento, mas visto de fora Carrillo parece-me, claramente, um caso para ser trabalhado em especificidade. Da cabeça aos pés. Por esta ordem. Um “jogador de treinador” que mostra como, na passagem de uma mensagem, não devem ser todos tratados por igual.