“Champions”: Explosões de Malmoe e Rapid Viena

13 de Agosto de 2015

O caminho da Champions também é apaixonante porque, antes dos gigantes, revela-nos histórias fantásticas de outros países, equipas, jogadores... As pré-eliminatórias são o território ideal para esses contos de futebol. Vendo muitos jogos, duas equipas se destacaram: Malmoe e Rapid Viena.

O Malmoe tem a ideia de jogo mais sólida (virou contra o Salzburg de 0-2 para 3-0) resgatando um excelente avançado-centro, Rosenberg, 32 anos. Sabe tudo sobre como jogar na frente de ataque pela forma como toca e controla a bola com perigo entre os centrais ou sai da marcação e joga mais em largura ou apoios. Com um duplo-pivot defensivo “rochoso” chefiado pelo ganês Adu, tem alas perigosos que avançam-recuam a atacar-defender: o norueguês Berget e o esloveno Rodic. Tem, agora, todas as possibilidades para passar o Celtic.
O Salzburg perdeu-se cedo demais no jogo. O médio Keita, 20 anos, nº8 que sobe no terreno, é, de facto, um jogador para melhores palcos, mas com a defesa sem suportar os avançados, a equipa “parte-se” em campo.

O Rapid surpreendeu na Holanda frente a um onze do Ajax sem intensidade que mesmo tendo bons princípios de jogo é, digamos, demasiado “dócil” a executá-los.
Fixem Bazoer, 18 anos, cresceu como central e joga agora como pivot. É o melhor produto da nova geração do “De Toekomst”, o futuro, a escola do Ajax, mas a equipa (que tem um belo nº9, o polaco Milic) só acordou quando entrou Gudelj e logo aumentou a intensidade do meio-campo. Não chegou (perdeu 2-3). Fica ainda a dúvida de perceber se o bom futebol do nº10 Klassen pode saltar para um jogo mais intenso numa Liga mais competitiva.
O 4x2x3x1 do Rapid aproveitou bem os erros, com o ala direito Schaub a inventar em diagonais. Foi ele, com as suas movimentações e golos, que ganhou o jogo em Amesterdão..