Com ”Radar” Na Cabeça

01 de Maio de 2017

A primeira tentação será defini-lo como um “operário da equipa”. Quando, como em Chaves, jogava entre um pivot de circulação suave como Rúben Neves e um médio criativo (quase reminiscência de um nº10) como Otávio, essa ideia (em 4x3x3) crescia naturalmente no jogo.

André André é, no entanto, muito mais do que isso. Vendo-o no jogo, vê-se esse lado mais de “picadora elétrica” pela forma como cai em cima de todos os espaços (atrás e à frente), adversários e bola, mas há outro lado. Para o ver, tem de se entrar na sua cabeça durante o jogo e perceber que para estar sempre no caminho da bola tem de existir antes um pensamento táctico que olha primeiro para a sua equipa, vê o que ela precisa e coloca-se no sitio certo para a receber ou recuperar. Por fim ainda fez um golo como se fosse um “médio de ruptura” e não tanto de “pressão”.

As equipas, ou melhor, o resto dos jogadores (médios e não só) necessitam de ter um jogador assim para poder respirar no jogo. É como se jogasse com uma antena na cabeça que lhe servisse de radar para detectar onde está a bola (e, em simultâneo, o jogo).