Covilhã, Torreense e Chaves

15 de Dezembro de 2016

Os oitavos-final da Taça voltaram a provar o nível cada vez mais alto de organização das equipas de divisões “escondidas”. Não falo da II Liga, onde o Covilhã provou que (apesar do 11ª lugar na tabela) tem mostrado sempre bom futebol, pensado em construção com a bola, procurando sempre jogar apoiado, através do tecnicismo de Chaby, o poder de Diarra de área a área e a mobilidade de Davidson na frente. Ganhou em Braga com as suas ideias de jogo, não só a contrariar as do adversário mais forte.

No nível superior que falo penso, no entanto, no Torrense de Rui Narciso, na Sanjoanense de Flávio Neves, e no Vilafranquense de Felipe Coelho pela organização demonstrada contra Chaves, Estoril e V. Guimarães. O Chaves já estudara, porém, melhor o onze de Torres Vedras (que eliminara o Nacional) e já colocou vigilância sobre o inicio de construção que faz o pivot-promessa Stephen Eustáquio (um jogador para não perder de vista). O estilo do Chaves de Jorge Simão tem mais dificuldade quando tem de assumir o jogo com a bola e sentiu isso na pele. Se Jorge Simão sair mesmo para Braga, será interessante ver como se faz essa sucessão estilística.