De Elias a Markovic

14 de Outubro de 2016

O Sporting ganhou em Famalicão percebendo que sem William tem um vazio na sua posição nº6. Petrovic foi um “corpo estranho” no onze. Tinha a bola e assustava-se em face das duvidas com que ficava sobre o que lhe fazer. Saiu ao intervalo (lesionado), entrou William e a equipa estabilizou logo. No posicionamento e no início de construção, o que permitiu que Elias jogasse melhor. Foi mais um caso de como muitas vezes o rendimento dum jogador não depende só dele, mas muito de outro que joga perto dele e faz a interligação de jogo que lhe permite soltar-se. Foi o que sucedeu com o Elias da segunda parte. Nunca será Adrien, mas pode, em alguns momentos de subida no terreno, disfarçar este ciclo de ausência do atual “capitão-condutor” de jogo leonino.

Markovic é o tipo de jogador que (com qualidade técnica em condução de bola) parece necessitar de um “choque eléctrico” em campo para que esse talento desperte e não ande a dormir tanto tempo. Não é só uma questão táctica. Pode parecer estranho eu escrever isto, mas às vezes nem que seja uma entrada mais dura de um adversário para ele se revoltar com o jogo. Algo que o “pique”. No fundo, revoltar-se através do talento que tem. E soltá-lo.