De Paris, Com Amor

16 de Fevereiro de 2017

Entrou no onze para a “casa nº6” que Thiago Motta (jogador mais de marcação) deixara vazia por castigo e tudo mudou. O novo habitante desse lugar no onze do PSG (em 4x3x3) foi Rabiot, por vocação médio mais ofensivo, espécie de “nº8 livre” que no jogo quer ser um nº10. Conseguir mesmo essa transformação posicional, em posse de bola, com passada larga técnica e cabeça levantada, frente ao Barcelona, sem perder ao mesmo tempo o rigor de posicionamento defensivo da posição (com o apoio das a coberturas de Verratti) diz tudo sobre a classe e responsabilidade de Rabiot no jogo.

A exibição do PSG contra o Barça exaltou individualidades (como o jogo Dí Maria desde extremo até virar tudo de pernas para o ar, no passe e remate, como um autêntico nº10) mas só foi possível por causa da permanente consistência táctica colectiva.

O onze soube quando pressionar, e soube quando recuar. Soube quando acelerar, e soube quando abrandar. Soube quando subir o bloco e soube quando baixar linhas. Em suma, soube tudo. E por isso goleou com a naturalidade como... respirou (entenda-se jogou).