E Quem Joga Perto?

11 de Novembro de 2016

A seleção volta a jogar num daqueles jogos em que todos dizem que “já ganhou” mas que, na verdade, ainda tem ganhar em campo. São os tais jogos que mais ganham espécie de “alçapões” dentro do campo no seu decorrer.

Não quero dizer que isto vá acontecer contra a rudimentar mas lutadora (e com alguma técnica de contra-ataque) Letónia, mas o desafio de “ataque continuado” que se coloca ao nosso jogo, pede uma inteligência superior de interpretação do jogo porque, na sua maioria, ele terá de ser de “criar perigo em espaços curtos” .

Nessa altura, pensamos logo nos jogadores mais fortes no um-para-um. E faz sentido, mas nenhum deles pode (no jogo, não nas jogadas) fazer a diferença sempre sozinho, necessita que outros, mesmo sem bola, façam “arrastamentos de marcações”. Por isso, embora pense que este possa ser o “o jogo de Gelson” acho que para isso ser possível, alguém tem de jogar muito bem (mesmo que nem toque na bola o jogo todo) perto dele.