«EL RATA» RATTIN

14 de Junho de 2005

É impossível pensar no futebol argentino dos anos 60, sem lembrar de imediato a figura de Antonio Rattin, capitão da alviceleste e um símbolo do Boca Juniors, pelo qual se estreara, a substituir o credenciado Eliseo Mouriño, com apenas 18 anos, em 1956, num jogo contra o River Plate, no qual marcou de forma implacável o mítico Labruna. A partir desse dia, tornou-se no farol da equipa, o fabuloso El Rata Rattín, transmitindo sempre grande personalidade.

Conquistou os campeonatos de 62, 64 e 65, disputando 352 jogos e marcando 26 golos, mas a maior recordação que o futebol mundial tem dele remonta ao Mundial-66, quando, no decorrer do Inglatera-Argentina, o árbitro alemão Kreitlen, presumiu que ele o insultara e ordenou a sua expulsão. No entanto, nu tempo em que ainda não havia cartões, Rattin negou-se abandonar o terreno e procurou explicar-se. Evidentemente Kreitlen não falava espanhol, nem Ratin alemão. Foi um diálogo de surdos que durou quase 20 minutos com o jogo interrompido, até que muito a custo, quando todo o onze já ameaçava sair com o seu capitão, Rattin decidiu, por intervenção de agentes da FIFA abandonar o relvado. No Mundial seguinte, lembrando esta situação caricata, a FIFA decidiu por fim, inventar os cartões amarelo e vermelho.

CARREIRA

  • el rata rattinFez toda a carreira no Boca Juniores de 1956 a 1970.
  • Como treinador:
  • Gimnasia y Esgrima de La Plata, 1977 a 1979.
  • Boca Juniores, 1980.

TITULOS

  • 3 vezes Campeão de Primera División com Boca juniroes, 1962, 1964 e 1965.
  • Campeão Nacional com Boca, 1969 Vencedor a Copa América 1964.