ESTRELA DA AMADORA: O encanto da Reboleira

10 de Janeiro de 2007

ESTRELA DA AMADORA: O encanto da Reboleira

A Amadora não é propriamente conhecida pelas suas bonitas paisagens, mas, no meio daquela selva de pedra desordenada, há um pequeno rectângulo verde especial: a Reboleira. Desde que voltou ao seu habitat, o Estrela, que até então tinha apenas um ponto, nunca mais perdeu um jogo em casa. Ganhou os quatro disputados, largou a lanterna vermelha e já está 7 pontos acima da linha de água. Depois de um inicio em 4x4x2, sem conseguir equilibrar a equipa, Daúto Faquirá percebeu a melhor forma de a estruturar, em 4x3x3 (ver quadro a seguir) e, embora sem nunca deslumbrar, o onze já consegue formar um bloco coeso ao longo do campo.

Na mesma semana em que se confirmou a ascensão do Estrela, o presidente do Beira-mar confessou que desejava deixar o novo estádio, grande e quase sempre vazio, e voltar ao velho e pequeno Mário Duarte, onde a equipa tinha maior apoio. No fundo, desejava voltar a sentir-se em casa, num processo semelhante ao da Reboleira. Seria o seu maior reforço para a segunda volta do campeonato. Como é estranho velho e novo futebol português…

COMO JOGA O EST. DA AMADORA

ESTRELA DA AMADORA: O encanto da ReboleiraEstruturado num 4x3x3 com cinco linhas, o Estrela de Faquirá, que começara a época em 4x4x2, é um onze sem craques mas cada vez mais coeso em campo. Para isso, prefere jogar em apenas 30/35 metros, fazendo o chamado campo pequeno, e, assim, defender melhor. No bloco, centrais fortes por alto (Fonte-Amoreirinha), laterais atentos a defender e a subir em apoio (Edu Silva-Tony, a saída deste para a Roménia será muito sentida) e dois médios mais de contenção (Marco Paulo-Tiago Gomes) soltando Jaime na segunda linha. Embora lento, quando tem espaço, com bola, pode fazer a diferença. A atacar, Jones e N`Diaye abrem nos flancos e, no centro, Dário continua, pela sua mobilidade, a ser um avançado interessante para qualquer equipa média-pequena do nosso campeonato.