EURO SUB-17: O NOVO “PROJECTO DE XAVI” DA ESPANHA

30 de Maio de 2015

Criar uma escola e cultivar a formação de jogadores que saibam assegurar a linha sucessória desse estilo de jogo. Na última década, a Espanha (fazendo da qualidade técnica de passe a essência da sua táctica) tornou-se uma referência de como se constrói esse processo. Uma ideologia que trespassa todos os escalões. Claro que a melhor operacionalização da ideia depende da qualidade oscilante que, naturalmente, cada geração tem, mas em qualquer época existe a intenção de formar jogadores para esse estilo.

O principio da hereditariedade está em criar médios de toque, na linha de Xavi ou Iniesta. É algo quase tão difícil como criar pandas em cativeiro. Mas eles vão aparecendo, como pode ser Thiago no pós-Xavi.
O mais fascinante, porém, é detectar esses protótipo de jogadores já desde escalões de berço. É o que acontece na seleção Sub-17 que surgiu agora no seu Euro com um interior nº6 que sobe alguns metros em posse com visão, toque e passe. Fixem o nome: Aleña, 17 anos e nasceu, claro, na escola do Barcelona.
No mesmo processo de criação de um novo estilo, a Alemanha mantem a sua potencia muscular como base mas busca continuar a incutir um traço mais técnico-apiado no seu jogo.

Vendo a sua seleção sub-17, essa mescla nota-se num jogador super-rotativo que deve esconder um motor dentro do corpo: Passlack, 16 anos, do Dortmund. Destro, pode jogar em qualquer lugar, faixas preferencialmente, da segunda linha do meio-campo. É muito rápido, com técnica de condução da bola, passando assim adversários com finta em progressão e remate. Um jogador que cansa só de ver. Se o conseguirem acompanhar em campo nessa dinâmica, não o percam de vista.