1930-1998: A EVOLUÇÃO TÁCTICA

28 de Setembro de 1998

Ao longo dos tempos, o Mundial sempre foi o palco que melhor espelhou a evolução técnico-táctica do futebol e desenhou os seus diferentes estilos, onde desde cedo se criou, de forma clara, a lapidar dicotomia entre o futebol da força e o futebol da técnica. É ponto pacifico entre os teóricos do futebol que a expressão do jogo sul americano sempre teve uma maior componente técnico-imaginativa do que o europeu. Foi no Novo Mundo que emergiram os maiores mágicos da bola, Di Stefano, Péle e Maradona. Historicamente, porém, não é abusivo afirmar que o futebol sul-americano é uma extensão continental do futebol latino, ilustre habitante do Velho Continente onde o jogo, sob o ponto de vista da abordagem táctica, tem, claramente, uma história mais rica e de maior profundidade.

1930 : Campeão do Mundo: URUGUAI ( TÉCNICA) Sistema que marcou o Mundial: 2-3-5

Nos anos 20, o mundo parecia maior. Imaginem uma bola de couro cozida á mão com grossas cordas, e umas chuteiras de “chumbo” que pareciam umas travessas. Olhamos fascinados para as esbotadas fotografias a preto e branco desse tempo e entendemos o ideal daqueles homens de calções cumpridos pelos joelhos. A paixão pelo “sport” em forma de “foot-ball”. Era a chamada Idade da Inocência, época onde a glória desportiva desconhecia a palavra táctica no seu sentido lato. O segredo estava na simples vocação de ser melhor e mais virtuoso. Havia tempo para tudo. Vivia-se ainda a era dos dribladores, heróis do ofensivo 2-3-5, o primeiro sistema de jogo, que, purista e rudimentar, marcou o inicio táctico do século do futebol. Eram tempos românticos onde a abordagem do jogo só fazia sentido num ponto de vista puramente ofensivo: dois defesas, totalmente entregues a tarefas defensivas, um médio centro, com tarefas de defesa e organização de ataque, dois médios alas, que no máximo recuavam até ao meio campo, e cinco avançados. Como primeira equipa modelo deste sistema clássico podemos citar a mítica selecção do Uruguai no Mundial de 30.

1934 e 1938: Campeão do mundo: ITÁLIA: (TÉCNICA) Sistema que marcaram ambos os Mundiais: O Método (2-3-2-3) e o WM (3-2-2-3)

A alteração da lei do fora de jogo mudara o mundo táctico do futebol. Estudioso e sagaz, Chapman criaria então o famoso “WM”, 3-2-2-3, o sistema que serviria de base a todas as futuras evoluções tácticas. Baseava-se no recuo de um médio para o centro da defesa, enquanto que os dois médios ala flectiam para dentro formando um quadrado com dois avançados que, entretanto, também recuavam no terreno. O seu criador, a Inglaterra não estaria, porém, presente no Mundial. Como os restantes treinadores ainda não conhecia bem este novo sistema, acabaria por ser outro esquema a sagra-se vencedor: o chamado Método, derivação do clássico 2-3-5, mas que tinha a particularidade de fazer recuar um pouco dois avançados, formando uma espécie como o pirâmide a meio campo. Teve como grandes profetas dois mestres da táctica do inicio do século: O italiano Vitorio Pozzo, duas vezes campeão do mundo, 1934 e 1938, e o austríaco Hugo Meisl, criador da inolvidável Wunderteam. No papel, enquanto o WM se esplanava num 3-2-2-3. o método desenhava-se em WW, isto é 2-3-2-3.

1950 : Campeão do Mundo: URUGUAI (TÉCNICA) Sistema que marcou o Mundial: WM (3-2-2-3)

Apesar de já terem passado quase duas décadas da sua invenção, o WM ainda ditava leis, e mantinha-se como o sistema de referência para as distintas escolas futebolísticas. Finda a guerra, atravessados os sinistros anos 40, o futebol regressava assim aos relvados ainda sob a inspiração táctica do WM de Chapman, devido, sobretudo, á sua fácil racionalização em campo, quer por europeus, quer por sul americanos, mas nunca uma selecção a jogar nesse sistema venceria o Mundial. Em 1950, a mítica selecção uruguaia que venceu o Brasil, onde surgia a diagonal, uma variação do WM, em pleno Maracanã, tinha ainda como sistema de referência o método, o esquema preferido dos sul americanos. Em certos momentos tocava de perto o WM, mas, a verdade, é que nunca uma selecção a jogar nesse sistema venceria o Mundial. Aquela que mais se terá aproximado do sistema, seria, em 1954, a RFA de Sepp Herberger.

1954 : Campeão do Mundo: ALEMANHA ( FORÇA) Sistema que marcou o Mundial: MM (3-2-3-2, nova versão do WM)

Tacticamente, o Mundial 54 constituiu uma referência inestimável para entender a evolução do futebol. Basicamente, quatro concepções tácticas emergiram como distintas formas de teorizar o jogo. Foram elas: - O WM, velho sistema inglês, com os jogadores dispostos no relvado em conformidade com os vértices daquelas letras. - O ferrolho suíço, já divulgado no Mundial 38, profetizado por Karl Rappan, mentor de um maquiavélico sistema defensivo que se baseava em sete elementos defensivos, sendo três deles uma espécie de líbero moderno e dois trincos. - O 4-2-4 húngaro, mais tarde adoptado pelo Brasil, uma variação do WM, que permanecia na defesa, mas ganhava outra vida nos movimentos ofensivos, transformando-se num vertiginoso MM. - O futebol força alemão. Nunca antes uma equipa se impusera de forma decisiva, pelo seu poder físico, capaz de por si só anular a superioridade técnica adversária. Era um futebol pouco atraente, feio até, pouco dado a preciosismos técnicos, mas, ao mesmo tempo, era o mais avançado ao tempo, pois hoje todos invejam o poder atlético, táctico e mental do seu futebol, que em termos de sistema baseava-se num pouco criativo 3-2-2-3, o chamado WM atlético, com marcações individuais.

1958 : Campeão do Mundo: BRASIL (TÉCNICA). Sistema que marcou o Mundial: 4-2-4

A era do 4-2-4. Um sistema que, inspirado no futebol húngaro, vivia sobretudo do valor individual dos seus intérpretes. Olhando para trás, a história do futebol diz que esse era o sistema das grandes equipas feita de grandes craques, com médios muitos fortes no plano ofensivo e, ao mesmo tempo, da compensação defensiva, como o fabuloso Brasil de 58, com Pelé, Didi, Garrincha e companhia. Adoptado por outras equipas, com menor valia individual, revelou-se pouco coeso, em face do desequilibro numérico a meio campo, e não logrou a universalidade de outros sistemas anteriores. Com ele, surge a defesa em linha horizontal e a marcação á zona, adoptada, no entanto, só pelos brasileiros, enquanto o resto de selecções continua fiel ás marcações individuais.

1962: Campeão do Mundo: BRASIL ( TÉCNICA). Sistema que marcou o Mundial: 4-3-3

O 4-2-4 recua um jogador e transforma-se em 4-3-3. Começa-se, um pouco por todo o mundo, a ter a noção de que é no meio campo que se ganham os jogos. A diferença táctica entre o Brasil de 1958 e o de 1962, está na mudança do 4-2-4 para 4-3-3, alteração provocada pelo simples recuo de um homem: Zagalo. O futebol tornava-se cada vez mais elaborado tacticamente e com maior distribuição dos jogadores pelo terreno, de forma a tornar o sistema mais compacto. Em Itália, nascia o mordaz Cattenacio, esquematizado em 1-3-3-3, 1-3-4-2 ou 1-4-3-2, com uma defesa de cinco homens, dois "stoppers” e um "libero" fixo nas dobras, o que permitiu maior liberdade ofensiva aos laterais. A meio campo, nasciam os "recuperadores de bola", que, depois, soltavam-se para apoiar os dois avançados. Depois do ferrolho suíço (5-2-2-1, com dois trincos) dos anos 40, de novo surgia uma proposta baseada num sistema defensivo. Só que ao invés do ferrolho, reconhecimento que o adversário era superior, o cattenacio era uma arma para vencer.

1966 : campeão do Mundo: INGLATERRA ( FORÇA). Sistema que marcou o Mundial: 4-4-2

Depois do 4-2-4 se transformar em 4-3-3, o rigor táctico avançou na direcção do 4-4-2. Cada vez mais a composição de uma grande equipa partia da segurança defensiva. Com a Inglaterra de Alf Ramsey o sistema baseou-se na condição atlética e na dinâmica do jogo pelos flancos. No contexto global, alicerçou-se no uso de um libero polivalente, regente de uma clássica defesa a 4, e de um eficaz aproveitamento do contra ataque, partindo da eficácia de passe a meio campo. Era, no fundo, uma variante, de cariz defensivo, do 4-3-3.

1970: Campeão do Mundo: BRASIL ( TÉCNICA). Sistema que marcou o Mundial: 4-3-3

Eternizada, justamente, nos melhores compêndios da bola, como a equipa do século, o Brasil de 70 é impossível de definir tacticamente através de uma simples fórmula. No inicio, esteve próximo do 4-3-3, com marcação á zona, depois sem bola, parecia, 4-5-1, só com Tostão na frente e, noutras fases do jogo, desenhava-se em 4-4-2, mas, neste sitemas, ao contrário dos ingleses de 66, consagrou o chamado império do futebol-arte. Olhando a história e tendo presente um debate actual, este Brasil, deixou o ensinamento histórico de que os jogadores são mais importantes do que o sistema, dependendo este da dinâmica que os seus intérpretes lhe transmitam, em força ou em técnica. Enquanto o Brasil utilizava a marcação á zona, todas as restantes selecções mantinham-se amarradas ao homem-a-homem.

1974 : Campeão do Mundo: RFA (FORÇA). Sistema que marcou o Mundial: FUTEBOL TOTAL (HOLANDA)

Para muitos, a grande, e talvez a última, grande revolução na abordagem táctica do jogo surge com o Futebol Total do Ajax e da selecção holandesa de 1974. Era um sistema que tinha o seu segredo na polivalência sublime dos seus futebolistas, que giravam como pás de moinho em torno de um maestro chamado Cruyff. O “carrocel mágico” partia de uma estrutura inicial de 4-3-3, mas, depois, de posse da bola, passava para 3-4-3 e 4-2-4. Era, em suma, o revitalizar do esquema húngaro de 1954. A dinâmica táctica era a mesma. A inovação baseava-se numa maior circulação de bola e na intenção de alargar o campo, penetrando no ataque pelos flancos. O futebol torna-se muito mais rápido, sobretudo a meio campo, onde já não existe o mesmo tempo para pensar, como tinha, por exemplo, o brasileiro Gerson em 70. A marcação á zona ganha cada vez mais adeptos.

1978 : Campeão do Mundo: ARGENTINA ( TÉCNICA). Sistema que marcou o Mundial: 4-4-2

O inicio do futebol da era moderna, competitivo até ao tutano, mescla de força e técnica, como a Argentina de Menotti em 78. Numa época em que o futebol holandês era visto como a pedra filosofal do futebol mundial, de novo se impunha o realismo competitivo do 4-4-2, apostado na dureza dos defesas e médios. Há um processo novo no mundo futebolistico que diz não existir essa coisa de futebol de defesa ou de ataque, mas antes os dois ao mesmo tempo, que de tão mecanizado transforma todo o onze num bloco. A marcação á zona passa a incorporar a noção de pressing, revelando a intenção cada vez mais presente nas equipas de que era imperioso reduzir os espaços de manobra aos adversários. Reduzem-se, por isso, os espaços entre as três

1982 : Campeão do mundo: ITÁLIA ( TÉCNICA). Sistema que marcou o Mundial: 4-4-2

A derrota dos românticos. A fabulosa valia técnica do Brasil de Zico e Falcão ressuscitou os profetas do futebol arte, puro e belo, mas no final, impôs-se a frieza táctica transalpina, como espelho de um tempo onde as marcações individuais tinham atingindo o limite do humanamente aceitável. No fundo, o 4-4-2 era apenas uma moldura onde se inseriam distintos onzes, que, quer em força ou com algum requinte técnico, procuravam ai melhor desenvolver a natureza genética do seu futebol. Com a Itália de Bearzot, nasce a chamada zona mista. Não era ainda uma clara ruptura com o jogo “á italiana”, pois a defesa continuava fiel ao homem-a-homem, enquanto a meio campo se adoptava o sistema de marcação á “zona” só era utilizado no meio campo. Um pouco por todo o mundo do futebol, continuam, ao mesmo tempo, a sentir-se os ecos do Futebol Total holandês na forma como as equipas tomam consciência da importância do jogo sem bola e na criação de espaços livres nas costas dos adversários, muitas vezes com sucessivas mudanças de flanco através de passes longos.

1986 : Campeão do Mundo: ARGENTINA ( TÉCNICA). Sistema que marcou o Mundial: 4-5-1

Aumento vertiginoso das tendências tácticas defensivas, com o meio campo super-povoado, consagrando-se, na defesa, a marcação á zona em detrimento da individual. Na frente, quase de lanterna em punho á procura de uma oportunidade de golo, encontrava-se o eremita ponta de lança, quase esquecido em sistemas de 4-5-1 ou 5-4-1. É um futebol calculista, onde aumenta a noção de posse da bola, mesmo sem que tal signifique atacar ou sequer dominar o jogo, embora seja usual os treinadores, pelo simples facto de terem maior tempo a bola em seu poder, dizerem que tiveram ou sofreram o golo quando tinham o controle do jogo. Mera ilusão de óptica táctica. Foi, em suma, um tempo tacticamente pobre, disfarçado por uma entidade divina vestida de calções e chuteiras: Diego Maradona.

1990: Campeão do Mundo: RFA (FORÇA). Sistema que marcou o Mundial: 4-4-2

A ultima década do século, mentalmente aberta a revivalismos, careceu de equipas/selecções símbolo. Longe de ser um mero panzer em movimento, a selecção teutónica de 1990 ficou muito distante da sua congénere de 1974, em estilo e em valores individuais. Permaneciam, porém, os princípios básicos que sempre marcaram o futebol alemão dos últimos 30 anos: o 5-3-2, com marcações individuais e um líbero, Augenthaler, neste caso. A meio campo, dois marcadores e um jogador livre para atacar, Matthaus. O sistema de marcação não é, em si mesmo, uma táctica de jogo, mas, dentro de uma equipa, representa um condimento, que, por si só, pode condicionar toda a sua dinâmica. Á doutrina da “zona”, juntou-se nesta fase um novo método que, até hoje, caracteriza divinalmente a ideologia táctica dominadora: a chamada zona pressionante, que teve no Milan de Arrigo Sacchi o seu principal mentor. Por definição, sendo o futebol um jogo de equipa, a marcação individual é a negação do seu espirito colectivo. Ideologicamente solidário, o jogo de equipa só alcançaria essa definição através da marcação á “zona”, onde, respeitando as suas zonas de acção, todos devem dobrar todos. Opinião diferente tem, no entanto, a escola germânica. Para Helmut Schon, “o jogo homem-a-homem desenvolve a confiança do jogador em si próprio, o sentido de independência e de responsabilidade para a acção, factores essenciais de um bom futebol.

A acção de ultrapassar o adversário com ou sem bola é fundamental no jogo, quer este seja ofensivo ou defensivo.” Não restam dúvidas, porém, que o sistema de marcação á zona, é o sistema das grandes equipas. Desde o Brasil de 1970 á França de 1998, passando pelo Milan dos 80 ou pelo Ajax dos 70. Pela inteligência posicional que exige, é sinónimo de equipas inteligentes, com jogadores livres cara criar e marcar. Para os grandes jogadores, os alvos desse mórbido homem-a-homem, tal nem constitui um grande problema, como dizia Maradona: “Só depois de ganhar experiência, com os anos, é que percebi que gostava mais que me marcassem individualmente porque me livrava mais facilmente dele e, pronto, já ficava sozinho. Pelo contrário na marcação á zona era mais

1994 : Campeão do Mundo: BRASIL ( TÉCNICA). Sistema que marcou o Mundial: 4-4-2

A maior crise de identidade do futebol brasileiro coincidiu com a reconquista do titulo mundial, roubando o estilo aos europeus. A pressão do triunfo forçou a um calculista 4-3-1-2. Cruyff disse que o Brasil estava a apunhalar o seu passado artístico e ofensivo, que, abalado pela eficácia europeia, atravessava uma crise existencial. Com mentalidade europeia, Carlos Alberto Parreira monta uma defesa muito sólida, com marcação á zona, atrás de um meio campo regido por dois trincos, Mauro Silva e Dunga. Ambos tinham grande sentido táctico, cobriam as subidas dos laterais e seguravam a bola quando necessário, mas não eram grandes distribuidores de jogo. Na Itália, Sachhi tentou transpor a sua ideologia para a selecção. Colocou em acção a zona pressionate a meio campo, mas faltou-lhe depois criatividade no ataque para ganhar a Final. A abordagem cada vez mais calculista do jogo, com o 4-5-1 ou o 5-4-1, levam a que a maioria dos treinadores optem por jogadores mais cerebrais e musculados.

1998: Campeão do Mundo: FRANÇA ( TÉCNICA). Sistema que marcou o Mundial: 4-3-2-1

Hoje, apesar do esbater de fronteiras, o peso histórico continua a moldar o estilo das diferentes nações futebolísticas. Os novos tempos tácticos consagraram o 3-5-2 ou 3-4-1-2 com laterais ofensivos, mas só face ao desaparecimento dos extremos de raiz, eco das tentações defensivas do jogo actual, é que os defesas laterais descobriram maior espaço e liberdade para atacar. A França conquista o Mundial jogando em 4-3-2-1. O talento que hipoteca a disciplina táctica é visto como um elemento subversivo, uma ameaça para a ordem táctica, pelo que nestes chamados tempos modernos acaba por ser naturalmente desolador os treinadores deixarem de fora das suas equipas os melhores jogadores sob o plano técnico, legítimos representantes do futebol arte, mas tacticamente indisciplinados. Pelo meio campo passou a evolução táctica do futebol, sobretudo desde 1954, com o 4-2-4 húngaro, reinventado em 1958 pelo Brasil, referência básica a partir do qual surgiram o 4-3-3, o 4-4-2 e o 5-3-2, sistemas reveladores de tendências cada vez mais defensivas, no momento em que os profetas tácticos do presente idolatram o 3-4-3 como o elixir mágico do bom futebol, ofensivo e, ao mesmo tempo, defensivamente seguro. Em qualquer sistema um principio filosófico permanece sempre básico: para se ser uma grande equipa tem de ser capaz de manter a posse da bola e sabe-la trocar de jogador para jogador.

A par das tendências tácticas que marcaram os campeonatos do mundo, podemos destacar também, ao longo dos anos, alguns marcos de evolução táctica Anos 30 / 40 3-2-2-3 WM 5-2-2-1 FERROLHO SUIÇO Anos 50 4-2-4 DIAGONAL Anos 60 1-4-3-2 CATTENACIO Anos 70 4-3-3 FUTEBOL TOTAL Anos 80 4-4-2 DEFESA EM LINHA Anos 90 3-4-3 ZONA PRESSIONANTE Noutra perspectiva, com o triunfo da França no último Mundial do Séc.XX. podemos, também, distinguir, ao longo dos tempos, seis ciclos de domínio no futebol europeu: Anos 10/20- O pioneiro domínio britânico Anos 30/50- Período áureo do futebol centro-europeu (Áustria, Hungria e Checoslováquia) Anos 60- Período de consolidação competitiva da escola latina (Espanha, Itália e Portugal) Anos 70- Período de apogeu do futebol-força e da condição atlética (Alemanha, Inglaterra, Holanda) Anos 80- Período de equilíbrio força-técnica, apogeu e queda do futebol de leste (Itália, Alemanha, França, URSS) Anos 90- Regresso dos clássicos. Força na técnica e técnica na força (Itália, Alemanha, Jugoslávia, França)