Homens e Muros

20 de Março de 2017

Benfica e FC Porto chocaram contra estratégias de plantação defensiva. Vasco Seabra e Couceiro não tiveram dilemas estéticos, assumiram as diferenças de armas e decidiram discutir o jogo (ou melhor, o resultado) no momento defensivo. Um “meio-jogo” que os adversários não conseguiram desmontar.

Para o Paços que seria estratégia de esperar atrás e sair com critério no contra-ataque transformou-se numa caverna defensiva de trinta metros. Só na segunda parte, com o Benfica ansioso, encontrou oxigénio para sair para o resto do campo, o ofensivo. Sobreviveu mesmo sem autodeterminação da estratégia porque nunca dançou na organização defensiva.

O V. Setúbal também teve, no Dragão, momentos em que baixou o bloco mas ao reforçar o meio-campo (metendo mais médios na zona de elaboração de jogo portista) conseguiu subiu os “encurtamentos” uns metros. Meteu um ponta-de-lança a fechar o flanco e um extremo solto na frente, mas é na rotação do corredor central (o que corre Costinha!) que estancou a fonte de produção azul-e-branca: Óliver.

Ambos tiveram guarda-redes que nunca tremeram, Defendi e Bruno Varela. Tiraram o tapete das melhores ideias aos dois gigantes confundidos.