“Já Se Consegue Ver a Bola”

20 de Abril de 2017

Antes do jogo, Bonucci confessara que Verratti avisara-o para o que ia encontrar mesmo com 3-0: “Cuidado, porque no Nou Camp nunca vês a bola!”. Esta descrição da sensação que os jogadores adversários tem quando jogam contra o futebol circular de posse e passe do Barça é das mais perfeitas, mas a verdade é que, neste momento, a aplicação dessa ideia de jogo (e transmissão de sensação) já não é a mesma.

A imensidão de relva do Nou Camp continua mas os adversários “já vêem a bola”. Essa é a grande diferença entre o que jogava o Barça antes e o que joga agora. Porque a ideia é a mesma.

Tem a ver, claro, com o centro da operacionalização da ideia: a “sala de máquinas... não mecanizadas” do meio-campo. Perdeu-se esse poder de esconder o jogo do adversário porque os intérpretes mudaram ou desgastaram-se.

Para além disso, esta Juventus tem um nível táctico-mental muito acima do PSG e entrou com a personalidade italiana moldada pelos novos tempos. Maturidade aplicada a um onze fisicamente forte que joga como fosse um programa de computador com um vírus de técnica e improviso (Pjanic e Dybala) que se mete entre o jogo da equipa adversária e desativa-lhe as suas funções vitais.