A Albânia nunca deu grandes jogadores ao mundo do futebol. Em sete participações na fase de apuramento para o Europeu, ficou no último lugar em seis ocasiões.
Esta semana, no entanto, causou sensação ao bater a Rússia (3-1) e empatar com a Republica da Irlanda (0-0), realizando duas excelentes exibições. No leme do onze albânes, apoiado por um público em delírio, um pequeno-grande jogador com o nº14 nas costas: Altin Lala.
Parece latino na forma circular como trata a bola, rodando sobre ela, tocando curto, recebendo e passando com precisão e qualidade técnica. Corre o campo todo, joga e faz jogar, motivando toda a equipa. Com 27 anos, está há várias épocas no futebol alemão, onde chegou em meados dos anos 90 adquirido ao Dínamo Tirana por um clube da divisão regional do Sul, terceiro escalão na Alemanha, o Borussia Fulda.
Em 98/99, ingressou no Hannover 96, então na 2ªBundesliga. Desde ai tornou-se titular indiscutível, o motor da equipa, graças ao seu jogo criativo, de finta curta, mas com grande inteligência de movimentos. Um belo jogador, já uma referência de qualidade futebolística na Bundeliga e o grande maestro da surpreendente de nova Albânia de Briegel, velha glória do futebol germânico dos anos 80.

