Um pé esquerdo com visão periférica a toda a largura do campo. No Olympiakos como na selecção sérvia, é um maestro canhoto que corre quilómetros em cada noventa minutos. Joga e faz jogar. Seu nome: Predag Djordjevic. Contra a Itália, esta semana, no Marakana de Belgrado, realizou uma das mais fabulosas exibições individuais dos últimos tempos, soltando o intenso aroma do seu sábio e virtuoso futebol: capacidade técnica, cultura táctica, drible, leitura de jogo, precisão de passe, domínio da bola em corrida, perfeito controle dos diferentes ritmos de jogo e infinita resistência física. Um estilo que, partindo do flanco esquerdo, enche todo o relvado, carregando às costas todo o onze.
Nasceu na velha Jugoslávia, em 1972, mas possui dupla nacionalidade grega, o país onde desenvolveu toda a sua carreira ao mais alto nível, desde o Paniliakos até se tornar um símbolo do Olympiakos onde está desde 96/97. Aos 32 anos, esta será a sua nona época no gigante do Pireú. Apesar da sua profunda ligação à Grécia, optou sempre por jogar pela selecção do seu país natal, hoje denominada Sérvia e Montenegro.
No momento em que entra na recta final da sua carreira, fica a sensação que, pela qualidade do seu futebol, merecia maior destaque pela comunidade futebolística internacional. Um grande jogador.

