Se não o conhecesse-mos, dir-se-ia que era um russo que desde sempre vivera na Galiza. Todo o seu futebol é feito de técnica e carácter. Um nº10 que gosta de sentir dono da bola, do relvado e do mundo.
Aos 34 anos, já passou o auge da carreira. Não tem o mesmo fulgor, mas continua a ser o maestro do Celta, o czar que parece ter nascido em terras galegas, onde já está há sete épocas. A criatividade e a ordem da equipa de Vigo passa sempre pelos seus pés. Sem a mesma rapidez de pernas, passou essa velocidade para a mente. Um eterno catedrático com alma de rebelde.

