Jorge Jesus, ”Versão III”

15 de Maio de 2017

Edificar um novo Sporting para lutar pelo titulo passa por uma diferente noção de reconstrução da equipa e tudo que se move em seu torno. Uma coisa é poder comprar jogadores sem pensar financeiramente. Outro é fazê-lo na óptica realista do momento do clube. A urgência que o mundo leonino sente pelo titulo turva essa melhor essência de construção que teve com Jardim e Marco Silva.

Jesus até pode causar um impacto maior, esteve perto de ser campeão no seu primeiro ano, mas mesmo podendo ser melhor treinador, não é o que se imagina a pensar uma equipa com prazo de construção. Por isso, a importância de ter em seu torno uma estrutura que, partilhando a visão, balize a ideia de futebol do Sporting.

O impacto Jesus é demolidor no primeiro ano (viu-se no Benfica) mas nos seguintes necessita duma moldura diferente para não se virar contra si próprio. Ou seja, continua a poder ser o treinador que o Sporting precisa mas não como o “criador da ideia”. Uma terceira época de Jesus não pode ter as mesmas bases da primeira. Nem de reforço de poderes da segunda. Terá de ser mesmo outra coisa completamente diferente. Basta olhar para trás e ver.