Kapsis (Grécia/AEK)

09 de Julho de 2004

Um dos melhores defesas-centrais de marcação do futebol europeu. Notável leitura de jogo, seguindo a bola e o adversário com uma perfeita noção do tempo e dos espaços, sai na antecipação, entra no tackle com limpeza, corta e desarma sem osso. Uma astúcia de marcação exemplar que perigosos goleadores como Raúl, Schevechenko, Pauleta, Koller ou Trezeguet sentiram na pele nos últimos tempos, todos anulados pela sombra de Mihalis Kapsis em jogos decisivos do Europeu, apuramento e fase final. Filho de Anthinos Kapsis, central do Panathinaikos dos anos 70, seguiu as pisadas do pai na forma de jogar. Sem ser um gigante (1,82m. e 78kg.), nunca treme numa jogada de choque. Aos 30 anos, atinge, finalmente, o reconhecimento internacional, após uma discreta carreira cuja maior parte foi passada no modesto Ethnikos Piraeus, de onde saiu a meio de 98/99 para ingressar no AEK.

Vendo-o jogar hoje, com classe e eficácia, custa entender porque nem sempre tenha sido titular e que só com Rehhagel tenha conquistado um lugar na selecção grega. Hoje é um pilar dos novos campeões europeus, formando com o líbero Dellas uma dupla de aço que se complementa na perfeição. O próximo passo deveria ser agora saltar para um dos maiores clubes europeus, onde Kapsis poderá provar, ao mais alto nível, como a marcação ao homem, quando feita com a classe e lealdade como ele a faz, também pode ser uma arte.

Vonlanthen (PSV/ Suíça)

Kapsis GréciaAEKUm avançado esquivo, com grande poder de desmarcação, veloz e muito perigoso nas imediações da área, a zona onde se move em busca de espaços para o golo. Naturalizado suíço, formou-se no Young Boys e ingressou a meio da época passada no PSV, um dos mais astutos clubes europeus na prospecção de jovens talentos. De origem colombiana, país sul americano onde viveu até aos 12 anos, não tem grande poder físico (1,75m. e 65kg.), mas apesar de atleticamente leve, tem tudo para tornar-se numa grande estrela do futuro.

 

Podolski (Colónia/Alemanha)

Kapsis GréciaAEK1Uma das principais razões para a Alemanha acreditar num futuro melhor. De origem polaca, Lukas Podolski, 19 anos, é um avançado dono de um forte remate que, na época passada, fez furor no Colónia (10 golos em 19 jogos) e na selecção germânica sub-21. Rápido, com força para se bater com os duros centrais, será, em breve, uma das principais referências ofensivas do futebol alemão, ávido de descobrir novos símbolos para o seu estilo musculado. Tecnicamente, também sabe tratar a bola. Esteve com Voller no Euro-2004 mas apenas surgiu no último jogo.

 

Rubbins (Shinnik/ Letónia)

Kapsis GréciaAEK2Surgiu no Europeu quase como um pássaro exótico, a Letónia já ganhou um espaço próprio em termos de estilo de jogo, um 4x4x2 de contra-ataque, no qual se revelou um belo médio-ala esquerdo: Rubbins, 25 anos, jogador do Shinnik Yaroslav. A sua forma veloz, coordenada e objectiva de correr pelo seu flanco, transportando a bola para o ataque, são preciosas no futebol moderno. Rápido e com visão de jogo, é um jogador que sabe levantar a cabeça no momento certo. A rever, no futuro.