“Meteorologia Táctica”

06 de Fevereiro de 2017

Comentar um jogo fazendo mais o “boletim meteorológico” durante 90 minutos do que a análise táctica ao que sucedia. Sucedeu no temporal com bola do Paços de Ferreira-V. Guimarães. O factor climatérico tacticamente decisivo era o vento. A primeira parte empurrou o Vitória, na segunda carregou o Paços. Pedro Martins reconheceu mesmo que a escolha do campo foi determinada por esse aspecto e ao não marcar na primeira com esse impulso (que desmarcou duas vezes Hernâni) acabou por se expor na segunda. Neste período, porém, o Paços foi mais do que vento. Foi uma equipa que percebeu melhor como... jogar com o vento. Em vez de profundidade ou bolas longas, tentar juntar a equipa (entenda-se os jogadores) o mais possível para a bola ir de pé para pé, porque meter no espaço era impossível (quando se tentava, ela chegava ao espaço e fugia com o vento). Com equilíbrio Vasco Rocha-Felipe Melo teve guarda-costas atrás de Pedrinho solto e mantendo os alas perto para os apoios, interpretou melhor o boletim meteorológico do que os esticões vimaranenses. O resto (que é o xeque-mate no resultado) é aquele livre teleguiado de Whelton.