MLS: EUA, o “Soccer” entra nas decisões

20 de Agosto de 2014

MLS EUA, o Soccer entra nas decisões

A Major League Soccer tem melhorado cada vez mais em todos os aspectos: desde qualidade individual, coletiva (taticamente) e também no número espectadores. Este ano a corrida aos playoffs está mais acesa do que nunca, mas de modo a compreender como se chega lá, aqui vai uma explicação breve:

- Existem 19 equipas divididas por duas conferências, a Este e Oeste, sendo a Oeste a que é constituída por nove;

- O campeonato como o conhecemos, na europa, intitulado de Regular Season é composto por 34 jogos para cada equipa;

- Desta Regular Season apenas cinco em cada conferência passam aos playoffs, tendo os últimos dois conjuntos de cada conferência de disputar um mata-mata antes de estar construída a árvore dos playoffs.

ESTE

MLS EUA, o Soccer entra nas decisõesPois este ano as coisas aqueceram e de que maneira. Sporting Kansas City é quem procura defender o título do ano passado, o que até corre bem de momento, uma vez que lideram a conferência com 42 pontos (24 jogos).

Estão também envolvidos na Liga dos Campeões da CONCACAF, são uma das poucas equipas a jogar num 4-3-3 e com Zusi (que jogou a extremo no Campeonato do mundo pelos E.U.A) a conduzir o meio campo. São temíveis em casa, no Sporting Park, agora conhecido como o Inferno Azul. De notar também que é uma das equipas que não tem estrelas repescadas da Europa...

Logo atrás seguem o DC United com 40 pontos (com menos um jogo que o SKC) e o Toronto FC com 32 mas menos duas partidas que o Sporting... Já a luta pelos últimos dois lugares é a mais renhida, uma vez que há seis equipas separadas por apenas cinco pontos, e neste grupo estão incluídas as superstars Tim Cahill e Thierry Henry (quem sabe nunca esquece, o francês lidera a lista de assistências) nos New York Redbulls. Columbus Crew, New England Revolution, Philadelphia Union, Houston Dynamo e Chicago Fire completam o grupo que tenta aguerridamente chegar a um dos lugares premiados.

Longe, mas ainda na conferência Este estão os Montreal Impact, que pouco impacto tiveram até agora nesta edição da MLS. A impressão que me dá ao vê-los jogar é que fazem parte da antiga MLS, falta-lhes evoluir, ou neste caso acompanhar a evolução dos seus adversários. No entanto, vale a pena dar uma vista de olhos para ver Marco Divaio aos 38 anos pisar o relvado e fazer das suas, ele que acabou com uma série de sete derrotas consecutivas ao marcar o único golo frente aos Chicago Fire na última jornada...

OESTE

RIO TINTO STADIUM

Na conferência Oeste tudo parece por resolver apesar do primeiro classificado ter dez pontos de avanço para o sétimo. Neste momento quem lidera são os Real Salt Lake exatamente no mesmo cenário matemático que o SKC, no entanto os Seattle Sounders estão com menos dois jogos e um ponto. Curioso é o facto de os Real Salt Lake jogarem em Rio Tinto, ou melhor no Rio Tinto Stadium, onde produzem o seu futebol calculista mas de considerável qualidade. Beckerman é o pilar do meio-campo e Javier Morales o número dez à antiga num esquema 4-1-2-1-2.

O FC Dallas tem 39 pontos e 24 jogos, os LA Galaxy 34 com apenas 21 partidas jogadas e os Vancouver Whitecaps 33 com 23.

Dejà vu’s

MLS EUA, o Soccer entra nas decisõesOs Estados Unidos dão oportunidades, é verdade! The land of opportunities abraçou dois jogadores que conhecemos muito bem mas que não produziram o que se lhes exigia, e tornou-os em duas estrelas na MLS: Yannick Djaló e Diego Valeri.

O internacional português, ou um dos jogadores mais excitantes de ver jogar na liga americana, como já ouvir vários comentadores americanos dizer, transformou-se numa peça importantíssima no ataque dos San José Earthquakes. Em termos de números a perspectiva não salta tão à vista (três golos e duas assistências), mas o facto é que é o segundo melhor marcador dos San José e está no top três das assistências. A realidade vai para além dos números, a realidade reside na forma como Djá (como é agora conhecido), ganha os espaços em velocidade, algo que não lhe era possível fazer em Portugal nem em França.

Mas, mais importante que Djaló no que diz respeito à influência no coletivo é Diago Valeri. O médio ao qual faltava sal no FC Porto, que passou por Portugal e Espanha sem se dar conta dele, está agora a dominar o meio-campo dos Portland Timbers (apenas a dois pontos do quinto classificado no Oeste) e a encantar os adeptos do soccer americano. Ele é o jogador a parar, aquele que não se pode deixar jogar não só pela criatividade mas também pela velocidade que dá às transições do Timbers sem correr muito... Neste caso a tradução dos números é clara: sete golos (segundo melhor da equipa) e oito assistências (de longe o melhor).

Há muito que apreciar desta edição da MLS que tanto tem vindo a melhorar e é mais que Henry, Donovan e Dempsey, mas em primeiro lugar deviam melhorar a pontualidade, uma vez que os jogos muitas vezes começam com mais de vinte minutos de atraso...