Mundial Sub-20 2015 Dia 10

21 de Junho de 2015

A Alemanha vai começar a jogar!

Em rigor, a Alemanha só vai começar o seu Mundial agora nos oitavos. E logo frente à forte Nigéria. Até aqui, três jogos, três formalidades. Ilhas Fiji (81), Uzbequistão (3-0) e Honduras. Tem as bases de jogo do título europeu sub-19 em 2014, mas é impossível perceber até onde pode aumentar a intensidade ataque-defesa-ataque frente a um adversário” mais físico” e rápido com bola (como a Nigéria).
O estilo do futebol alemão tem hoje uma maior qualidade de jogo apoiado em relação ao primado do músculo do passado. Esse novo entendimento mudou o futebol-base alemão. Neste onze, o seu 4x4x2 pede essa rotatividade físico-táctica aos dois médios: Promel (Hoffenhaim), pivot-direito e Steinmann (do Hamburgo), pivot-esquerdo. Mais forte e calculista com bola, Steinmann manda no sector.
São eles que evitam que a equipa se parta pelo meio-campo, pois depois só aparece, nesse corredor central, a dupla-atacante, com Mukhtar como segundo avançado móvel (deambulando em largura e procurando bola ou desmarcações) atrás do 9 Stendera, mas que também gosta de fugir às marcações. Ou seja, nenhum deles é de ficar à espera entre os centrais. Ambos gostam de procurar a bola.
Mantendo os alas Oztunali-Brandt abertos, é uma equipa de subir e descer permanentemente no terreno. Tem técnica, mas é quando manda através dessa intensidade física que sente o jogo mesmo controlado. Contra a Nigéria, será um confronto de “potência versus potência”. Ambos têm técnica, mas não acredito que seja isso a decidir.

 

MALI: A ligação Traoré, 10 – Guindo, 9

O Mali é das equipas mais mecanizadas. Raramente mexe no onze. É a equipa africana mais serena em campo. Foi essa a sensação que me passou nos jogos, em 4x2x3x1, com um médio-ofensivo/segundo-avançado, Adama Traoré (do Lille), conectando bem quer com o duplo-pivot defensivo, Samassekou-Diallo, que mora nas suas costas, quer com o ponta-de-lança que mora à sua frente, Guindo (do ASEC Mimosas), à espera do passe. Os alas recuam a defender e essa noção de bloco pode ser decisiva para equilibrar o jogo com o Gana.
Uma equipa pode, por vezes, até nem ter muito talento, mas se tiver as linhas sempre juntas, vendo-se os jogadores uns aos outros, tem sempre hipótese de discutir qualquer jogo. É o caso do Mali.