Nomes “Sub-17” para apontar num bloco de notas

13 de Novembro de 2015

Para além do poder mágico africano, o Mundial sub-17 revelou outros nomes para apontar e seguir no futuro.
Excelente, mais uma vez neste escalão, a seleção do México. Talvez a que melhor une saber táctico com criatividade técnica. Nesse registo, fixem o médio-interior Pablo Pérez (Pachuca) que move a equipa no passe e posse, mais o ala direito Kevin Lara (Santos Laguna), astuto a furar nos espaços pela faixa. Uma equipa rápida mas que “estuda” muito bem o momento certo de meter essa velocidade (através de passe + desmarcação)

A Bélgica mostrou que o aparecimento da sua atual bela mescla de gerações a nível sénior, tem agora espelho no berço da formação. Chegou à meia-final num belo 4x3x3 apoiado com um chamado “10 moderno”, porque também trabalha a defender no meio, Mangala (Anderlecht) e um interior de visão e transporte desde trás, Rigo (PSV). Na frente, fixem o nº9 Vancamp (Anderlecht), remate fácil.

O Brasil (como a Argentina, que caiu na fase de grupos, e França) foi a maior desilusão. Algo mais grave no contexto brasileiro pois mostra que os problemas da sua seleção sénior já têm embrião nos escalões jovens. Mesmo assim, gostei de ver, em 4x3x3, o médio ofensivo interior-direito Evander (Vasco da Gama). Bom toque de bola, temporização em posse, aceleração e passe. Precisa de aumentar de intensidade mas a qualidade está lá.

A Croácia tem o futebol europeu mais adulto. Soltou um ala-esquerdo destro de grande categoria, Brekalo (Dinamo Zagreb) e um segundo avançado com visão e passe, Niko Moro. O bom futebol coletivo exibido tem, também, muito a ver com o facto do no onze base alinharem dez jogadores do Dinamo Zagreb. É quase um “clube-seleção”.

A Alemanha confirmou a rotatividade com golo na ala direita de Passlack (do Dortmund, já destacado no Euro Sub-17) e um bom médio/segundo-avançado, Schmidt (Bremen), com passe e poder de ruptura desde trás.