NOTAS 14/15 (2)

22 de Agosto de 2014

AS PRIMEIRAS “LUZES “ DE RUBEN NEVES

O FC Porto é uma equipa que transmite boas sensações na forma como joga (ou quer jogar). Os jogos, começam, a equipa começa a mover-se, a bola pelo meio dos jogadores (4x3x3 com um pivot e dois homens abertos na frente) e os olhos abrem-se.

Parece que vai sair a jogar bem. Parece que vai controlar a posse circulando rápido a meio-campo. Parece que vai optar bem na zona de construção junta área fazendo bem ultimo passe. Parece que, por fim, na zona de definição, vai remate e marcar. É um onze de promessas de jogo. Foi assim na maioria da pré-época e contra o Marítimo. Nem todas essas promessas são, porém, cumpridas no último toque de cada um desses momentos de jogo.

O mais preocupante será a ligação do ultimo passe (zona de construção/ultimo passe) e o ataque (zona de definição/remate). A troca do falso 9 da cultura espanhola pelo 9 verdadeiro tradicional melhorou essa relação com os movimento e remate de Jackson. A equipa fica, porém, demasiado tempo longe da zona de definição. A equipa não pode, porém, viver tanto tempo a “parecer que vai joga bem”. Ou melhor, a parecer (ameaçar e não cumprir) que vai acabar da forma ideal as jogadas que começa tão bem.
Ver Ruben Neves começar a época a nº6 faz olhar logo para a equipa e pensar que se um miúdo de 17 anos consegue entrar com tanta segurança/serenidade e jogar tão bem é porque em torno dele está um onze culto tacticamente que o emoldura. Ruben Neves joga simples e jogar simples é das coisas mais complicadas num jogo de futebol. O jogo de França ia levar, porém, as promessas (entenda-se exigências de jogo) para outro nível.

EM LILLE MUDANDO A ORDEM DOS NUMEROS

NOTAS 14 15 2 4Em Lille, Casemiro surgiu a 6 e Ruben Neves subiu um pouco no terreno como interior. Lopetegui terá pensado na maior maturidade do brasileiro que é um 8 de raiz. Foi por esta razão (de receio) ou foi por coragem (aposta/confiança em Ruben Neves) que tomou esta opção? Honestamente pensei mais na primeira opção (na maior segurança que Casimiro daria) mas, no jogo real, Ruben Neves inverteu o pensamento e, voluntariamente ou não, deu possibilidade de outra leitura da opção do treinador.

Aumentado o poder de posse e circulação mas de novo longe da zona de perigo/definição. Novamente, parecia que ia acabar todas a jogadas em cima da baliza do Lille. Mas não. A equipa anda, anda (joga, joga) mas parece taticamente que não sai do sitio. ppareceue nadores (4x3x3 com um mas noSsos juntos pa que sabe ter a bola mas tem dificuldades em levo dos jogadores (4x3x3 com um pparece).

Até que Ruben Neves iluminou o sector. Basta um passe mais vertical, um médio (Herrara) que venha mais desde trás e um extremo rápido (Tello) que saiba cruzar. O trilho das promessas ganha roteiro tático definido e final perfeito com profundidade) em Jackson. Ele é o melhor elo de ligação entre promessa (meio-campo) e remate (ataque) nem que seja ele que provoca essa ligação.

Nunca critico equipas por querer ter posse. Posso é sentir o incomodo de, no fim desse culto de posse, não a soltar no momento certo para derrotar o adversário. Acontece muitas vezes no atual FC Porto de Lopetegui, uma equipa que sabe ter a bola mas tem dificuldsde em largá-la nos espaços mais perigosos juntos da área adversária. Melhora quando o meio-campo sobe e o “inserimento interior” aumenta. Claramente um caso de treinador a “construir” um modelo de jogo.

PEDRO TIBA

Quando a melhor velocidade é a “pausa”

NOTAS 14 15 2O Braga foi a equipa que conseguiu melhor resultado na primeira jornada do campeonato. O novo Boavista tinha um plano de jogo (na primeira parte) e um plano para reagir à desvantagem (na segunda parte). Tudo se desmoronou ao sofrer um golo no primeiro minuto de ambas as partes. No entretanto, um jogo que teve períodos de boa pressão do Boavista a meio-campo e outros em que, com o passar dos minutos, o Braga, com o resultado controlado, descansou com a bola. Em cada um deles, o onze de Sérgio Conceição, ainda naturalmente sem uma marca de identidade clara de treinador, jogou o que jogo foi pedindo e, quase sempre, o que um seu jogador lhe deu. Pedro Tiba.

Um pouco à frente de Custódio, um pouco atrás de Ruben Micael, e, por vezes, a par de ambos (em função do local da bola e exigências da equipa) teve variantes defensivas e ofensivas dentro do meio-campo.

O primeiro (e acho que melhor) elogio que lhe posso fazer é dizer que Pedro Tiba é um jogador que tem um estilo. Porque no futebol durante jogo, correm todos. Isso é fácil e, porque, como é óbvio, ninguém pode jogar parado, tem de existir movimento, maior ou menor. Até nos anos 20 era assim quanto mais na vertigem táctica do presente.

Tiba tem, no entanto, um leitura de velocidade controlada. Sabe fazer a pausa e jogar devagar sem perder...velocidade de jogo. Pelo território central, onde esses timings têm maior impacto no jogo, marca a diferença mais quando trava do que quando acelera. Estranho? Não. É quando se nota melhor que sabe pensar o jogo.