Notas “Rumo ao Euro”

29 de Março de 2016

Stanciu: Um romeno que joga muito.

É dos jogadores que hoje gostava mais de ver dar o salto para uma grande Liga. Tem técnica, adorna a bola (e a jogada) quando a controla. Tem visão, invade o espaço, curto, mal o vê em posse e passa ou remata. Fica-lhe bem o nº10 nas costas mesmo que possa ser muitas vezes um 9,5. É o romeno Nicolae Stanciu. Joga no Steaua, 22 anos e chega agora à seleção em “formato Euro”. Pertence também à corte dos baixinhos (1,68m). Transmite, em zonas ofensivas do meio-campo, o que os melhores jogadores devem transmitir: pensar, agir e decidir simultaneamente. E tudo olhando sereno e alegre para o jogo.

Modric a “pivot” na Croácia

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Tem a inteligência de jogo compactada. Fecha-a dentro dele e parece que fica imperturbável ao jogo. Joga sempre bem e sempre igual, esteja em que local do relvado estiver. Perto da área adversária ou da sua. Talvez por isso não tenha estranhado ver Modric, na seleção da Croácia contra a Hungria, a jogar como pivot, nº6 único à frente da defesa (num 4x1x4x1 com Kovacic-Antolic a interiores e Boskovic sob a meia-direita). Perde-se, na base, o 10 desequilibrador de ultimo passe, mas ganha-se uma forma de pensar mais evoluída. Receio é que esta ideia recue quando a ameaça física do jogo crescer.

A visão da geração belga

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A Bélgica mostrou as suas ideias mas não mostrou o seu verdadeiro valor. Faltaram jogadores-chave que, acredito, a irão fazer estar mais forte neste Euro do que no Mundial. Há como que uma “assimilação coletiva da qualidade” e menos expectativa para os sufocar. Aquilo não é bem uma nova geração. Mescla diferentes idades e tem o meio-campo na maturidade plena (Witsel-Nainngolan, os “pesos pesados tácticos” que podem, a partir dai, fazer crescer o ataque a partir dai, onde continuo a ver Lukaku como um “pequeno Drogba” em potência. Mas isso deve ser mesmo só da minha cabeça.