O FC Porto em Hamburgo e o Marítimo em Braga

01 de Novembro de 2006

O FC Porto em Hamburgo e o Marítimo em Braga

COMO JOGOU O FC PORTO EM HAMBURGO: Equilíbrio atrás, «pressing» alto e mobilidade

O FC Porto em Hamburgo e o Marítimo em BragaNo fim do jogo de Hamburgo, Jesualdo Ferreira disse que o Porto tinha feito a melhor exibição da época. Percebe-se a sua leitura de jogo, não pelo brilhantismo atingido, mas pela maior capacidade demonstrada pela equipa em controlar o jogo e seu ritmo, ganhar com clareza e (excepto nos minutos a seguir ao golo alemão) raramente ter perdido o equilíbrio em campo. Na base táctica da exibição, o habitual 4x3x3. O segredo para a sua melhor dinâmica, esteve na forma como subiu o bloco do meio campo, a segunda linha, formada por Lucho e Raul Meireles jogou e pressionou sempre muito alto, já no meio campo alemão. Fez mais faltas (20, contra 8 em Londres) e mais uma vez se provou a importância de um pivot-defensivo posicional como P.Assunção para equilibrar a equipa. Nas faixas, extremos inicialmente abertos a procurar depois movimentos interiores e laterais sempre a subir, Bosinwa à direita, e, Fucile, completamente desadaptado ao lugar, à esquerda.

 

COMO JOGOU O MARITIMO EM BRAGA: Raça a meio-campo, técnica pujante a atacar.

O FC Porto em Hamburgo e o Marítimo em BragaA grande sensação da ultima jornada residiu na goleada do Maritimo em Braga (1-4). Na base dessa fantástica vitória não esteve, no entanto, nenhuma estratégia táctica surpreendente. Fiel à sua filosofia e sistema, Ulisses Morais estruturou um 4x3x3 compacto, com centrais poderosos no jogo aéreo e laterais, que não perdendo oportunidade de subir em apoio, nunca perderam o timing das compensações defesa-ataque-defesa. O núcleo duro do onze está, porem, no trio central do meio campo (Olberdam, no centro, Olim, interior esquerdo, Wênio, interior direito)., Rochosos, dominaram os espaços a defender à frente da sua área e, perante um Braga suave no pressing alto, saíram a jogar com clareza na transição defesa-ataque, servindo depois, na segunda zona de construção, o «jogador-mais» da equipa, o criativo Marcinho, que partia da esquerda. Na direita, Filipe Oliveira alargava o jogo e no centro do ataque, a mobilidade e pujança de Mbesuma fez o resto.