O Paços e Whelton

30 de Agosto de 2016

O Paços tem uma banda de tecnicistas de qualidade, Andrezinho-Pedrinho-Minhoca, e um velocista de finta e remate na frente, Whelton. Não acho é que seja a jogar sozinho, solto na frente, que este possa render mais. Ou é com liberdade a partir da faixa (por isso ele procura tantas vezes o lado direito como espaço de explosão) ou, mantendo-se de raiz no meio, se for num sistema mais de 4x4x2, ou que crie uma dupla de ataque.

A sua capacidade de criar desequilíbrios passando pelos adversários com a bola controlada é impressionante, mas encravado na zona de pressão máxima no centro, entre centrais e trincos adversários, perde a possibilidade de meter essa sua dinâmica táctico-técnica.

É uma questão de interpretação da "táctica individual" dum jogador muito importante, porque cria a diferença ofensiva por ele próprio, não condicionado tanto pelo sistema de jogo colectivo.

No outro ponto, os tais tecnicistas da equipa precisam da bola. Este Paços tem de ser uma equipa que priveligie a posse coletiva e a explosão individual de Welthon. É na criação dum processo de jogo que potencie estes factores que Carlos Pinto deve trabalhar.

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