O que queres ser quando fores “pequeno”?

17 de Março de 2016

Tem tanta qualidade como confiança. Na sua Mata Real, como no Estádio dum “grande”. Assume a bola sem tremer, controla-a com “técnica agressiva” e vai para cima dos defesas como se tivesse dois metros (quando, na verdade, só tem 1,78m). Pedigree de jogador de equipa “grande”.

Falou-se no Benfica, mas afinal vai para o At. Madrid. Não duvido que o negócio seja o melhor para os envolvidos. Duvido muito que a opção desportiva seja a melhor para o Jota. Porque só tem 19 anos e com essa idade todos os talentos estão a crescer. Na lapidação das qualidades, forma de as usar e sobretudo dar-lhes a “maturação do talento” até ganhar consistência adulta.

No At. Madrid querem-no para marcar a diferença já. Não admiraria que acabasse na próxima época noutro clube, emprestado. Porque tem sido normal isso acontecer com outros (e confundirem-se depois).
Jota necessita crescer. Necessita que o deixem ter a idade que tem no melhor habitat para a viver futebolisticamente e não que olhem para ele já como um “jogador feito”.

Costuma-se perguntar “o que queres ser quando fores grande?”. No futebol, olhando como estes talentos com casca de ovo na cabeça são tratados e saltam etapas naturais de crescimento, a pergunta vira-se de pernas para o ar: “O que queres ser quando fores pequeno?”