O que se deve fazer no mercado de inverno?

18 de Abril de 2016

Na sua dimensão, o Boavista deixou neste mercado de inverno o manual de instruções para outras equipas seguir nas próximas épocas nessa fase. Esse nunca será um tempo de mudar a equipa e coloca-la a jogar de firma diferente. A chave é detectar lacunas especificas no onze (que vêm da origem da época ou surgiram, por razões várias, durante a época) e preencher essas posições com jogadores que se encaixem nas ideias da equipa e não necessitem de período de adaptação. Tahar e Ruben Ribeiro deram isso.

Para isso, porém, também Sanchez, treinador contratado já no decorrer da época teve de corrigir a sua intenção inicial, pois como escrevi atrás nunca (ou raramente) é aconselhável colocar a equipa a jogar de forma diferente. Podem, claro, existir nuances de posicionamento/movimentação (como com Zé Manel a falso 9 móvel ou a entrada de Renato Santos já calibrado desde a faixa) mas a ideia inicial de virar o sistema com dois pivots (4x2x3x1) para losango (4x4x2) ia afundando de vez a equipa.
O que era preciso eram “só” os tais jogadores capazes de redimensionar posições especificas (no duplo 6, um 8 mais de saída sem deixar de pressionar, Tahar, e um médio ofensivo com outo “cheirinho” de futebol, Ruben Ribeiro). Está perto da salvação porque passou a jogar melhor, não porque luta mais. A questão da atitude é quase sempre outro mito.