Oliver: A “táctica individual”

12 de Setembro de 2016

Os jogadores podem correr muito, pegar na bola, ganhar metros, criar rupturas e recuar outra vez, mas isso não significa que dêem mais intensidade e qualidade à equipa. Porque intensidade é concentração. Saber onde se deve estar (por antecipação), saber ter a bola e tomar as opções certas de passe, circulação (virar o jogo), avançar-recuar, e lidar com a construção manejando os diferentes ritmos de jogo.

É a diferença conceptual de ter Herrera ou Oliver a nº8 (seja qual for o sistema). Onde um corre, o outro temporiza. Cada qual tem as suas características, mas Óliver tem a capacidade de abrandar o ritmo de jogo quando quer e acelerá-lo (através sobretudo da qualidade do passe virando jogo) também quando quer.

Não o metam é descaído na direita. Deixem-no a respirar no centro. Cada bola que recebe e toca faz logo a equipa pensar melhor. E reparem que escrevi pensar, não jogar. Isso vem a seguir, com o necessário crescer de interligação com outros sectores. O FC Porto de Nuno cresce muito a partir da base do pensamento de “táctica individual” de Oliver.