Os bons treinadores da II Liga

06 de Janeiro de 2016

Na frente está o catedrático Vítor Oliveira, mas logo a seguir na “claustrofóbica” classificação da II Liga aparecem, a jogar para subir, um núcleo de treinadores ditos da nova-vaga que cativam não só pelos resultados mas sobretudo pelos projetos de jogo que as suas equipas apresentam. Pepa, 35 anos, no Feirense, e José Augusto, no Portimonense, Carlos Pinto, no Freamunde, e Nandinho, no Gil Vicente, todos com 42.
Cada um deles e suas equipas merecia uma análise detalhada porque têm ideias de jogo diferentes mas com esta simples constatação quero apenas dizer que se a II Liga tem, esta época, um interessante nível de jogo é devido aos seus treinadores. Porque, infelizmente, não acho que o nível-médio dos jogadores que tenha subido e a forma como é disputada a competição (número de equipas, jogos, calendário) é um absurdo. Ainda não ouvi um treinador a dizer bem deste formato. E vozes mais autorizadas do que eles não existem.
Para além dos nomes que citei, a II Liga está cheia de outros bons treinadores (á espera de reconhecimento sério, como Fernando Valente no Santa Clara, Daniel Ramos, lutando em Famalicão e, entre outros, o velho caminhante Ulisses Morais no Aves). Todos podiam ser, no imediato, boas apostas para equipas da I Liga.
Este autêntico tirocínio que estão a fazer na longa travessia da época na II Liga dá-lhes essa bagagem de conhecimento e personalidade, mas a forma como as equipas jogam (do 4x3x3 móvel-apoiado do Feirense de Pepa ao 4x4x2 losango do Portimonense de José Augusto) é o melhor “cartão de apresentação futebolístico” possível.