O renascimento da Juve de Aleggri segundo Dybala

22 de Janeiro de 2016

Uma equipa não é um jogador mas a recuperação da Juventus tem nome próprio: Dybala. Fintas, passes e golos. Mudando de velocidade em espaços curtos ou longos, cresceu muito no plano da visão de jogo ofensiva dos últimos 30 metros (onde existia Tevez). Uma evolução que faz uma dupla forte e complementar com Mandzukic, um nº9 que encaixou bem na dimensão física superior exigida no Calcio para chocar com os defesas-centrais mais duros e de cara fechada.

Entretanto, Allegri refez os conceitos e voltou ao 3x5x2 que estrutura melhor a equipa no plano interno italiano. Veremos na Champions. O regresso de Marchisio e Khedira resgatou a consistência do meio-campo (órfão de um 6 puro, posto ocupado por Marchisio após a missão-Hernanes num sector que esta época perdeu Vidal) soltando Pogba para missões mais adiantadas, embora não mais ofensivas por definição pois, na essência, o seu jogo será sempre mais de um nº8, apesar de crescer a corrente que o quer ver a 10.
Pogba está numa fase de definição crucial para o seu crescimento como jogador. Cada vez mais é uma “pop-star” fora os relvados e menos um jogador “completo” no campo. Por isso, é importante para a missão de “trequartista”,o regresso de Pereyra. O tal caso de um jogador aparentemente vulgar que se torna muito importante em face do contexto da equipa e dos desequilíbrios do onze/plantel.

Na defesa, é curioso (e lógico) ver como Rugani ganhou o lugar de Barzagli na defesa a “3” que protege o outro trio-triângulo do meio-campo (Marchisio-Khedira-Pogba) com os laterais (Lichtsteiner-Alex Sandro) sempre a subir dando profundidade.
No global, não é um onze tão forte como bloco tático como era o da época passada, mas esta evolução prova como as ideias solidificadas (e bem transmitidas por um treinador como Allegri) podem muitas vezes colmatar a perda de alguns dos tais jogadores ditos “indispensáveis”.