MUNDIAL SUB-17 2015: Nigéria e Mali, poder africano

14 de Novembro de 2015

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Domínio africano no Mundial sub-17. Como vindos de uma galáxia distante, Nigéria (que repetiu o titulo de 2013) e Mali passaram por cima de tudo.
A maioria destes jogadores não cresce, porém, em clubes, mas sim em Academias privadas, como sucede na Nigéria com a Ultimate Stryker Academy onde mora o “ponta-de-lança bomba” Osimehen. Não disputam campeonatos, apenas vão subindo de escalões e fazem jogos com outras academias. São, depois, as relações privilegiadas que as Academias têm com clubes europeus que levam essas “pérolas negras” a dar o salto. É o que já sucedeu o ano passado com o médio mais adulto/organizador do onze, nº10 que pega na bola atrás para traçar as coordenadas do jogo coletivo: Kelichi Nwakali, que seguiu o irmão Chidebere Nwakali, estrela do titulo de 2013, para o Manchester City (que o emprestou ao Girona).

Treinado por Amunike, as pequenas “águias verdes”, em 4x3x3, soltam depois dois extremos Bamgboye (Aspire Academy) e Chukwuedze (Diamond Academy) que, no jogo, passavam a voar pelos laterais adversários fintando em progressão.
O Mali foi, porém, uma equipa de jogo mais apoiado, com um excelente médio-centro “box-to-box” a sair a jogar e soltar na frente tem um remate poderoso: Haidara (Guidars FC), num 4x2x3x1 com o segundo-avançado criativo Koita a destacar-se junto de, vindo da ala, Maiga (AS Bakamo) e, sobretudo, Malle (Blake Star) a aparecer muito bem no centro, em diagonal, como um nº9 para finalizar.

O estilo de jogo africano permanece intacto nas duas seleções no seu traço mais habilidoso, mas o crescimento táctico a nível de futebol base é a melhor nota para a construção do seu melhor futebol sénior, onde no passado muitos destes jogadores não confirmaram o impacto provocado nos escalões jovens.
Eu sei que ao lerem isto foram sempre pensando nas idades. Eu também. Mas, para já, fiquemos só pelo visto relva.