Pode este PSG ambicionar vencer a Liga dos Campeões?

01 de Março de 2016

A dimensão da sua Liga francesa, que transformou esta época quase num “passeio romântico” até ao titulo parisiense, já é claramente curta para o projeto faraónico deste Paris St. Germain. O desafio está colocado agora, de forma clara, na Champions. E a questão é simples: pode este PSG verdadeiramente aspirar a ser campeão europeu?
Se olharmos para o que é hoje Barcelona e Bayer (e até Real Madrid), muito dificilmente. Mas, se encaramos o que podem ser as grandes decisões, com esses monstros, o PSG tem espaço para sonhar. Ou seja, é uma equipa de meias-finais de Champions.
A primeira mão dos oitavos-final com o Chelsea, revelou o impacto com a maior intensidade competitiva sofrido pela equipa habituada a confrontos claramente mais “light” na sua Liga francesa. O técnico Blanc não muda, no entanto, a sua estrutura táctica e no núcleo central do 4x3x3 permanece um meio-campo de pressão, recuperação e transporte que quando inspirado (e rigoroso) taticamente pode ser dos mais fortes da Europa: Thiago Motta, Verrati, Matuidi.
A inovação em termos de princípios de movimentação ofensiva surge através dos alas/extremos (neste jogo, Di Maria e Lucas) pois em vez de jogarem sempre abertos, na linha, procuram jogar mas “por dentro”, no corredor central (deixando a profundidade nas faixas entregue as subidas dos laterais). Nesse momentos de jogo interior dos alas, Ibrahimovic tem tendência a recuar e jogar nas costas, entrelinhas, mais em apoios. Fica uma equipa muito forte no centro, mas estranhamente sem largura natural nas faixas.
Uma equação táctica resolvida quando entra um jogador-avançado que fura sistemas e espaços: Cavani. Mesmo descaído na ala, ele parece continuar a jogar como um nº9 puro no centro. E, assim, quando entrou, soube buscar as costas da defesa do Chelsea para fazer o golo da vitória. Ele personifica o carácter dos movimentos tácticos mais demolidores.