Poucos reparam bem neles

08 de Março de 2016

Era a equipa para quem se olhava com mais desconfiança no inicio da época após um defeso indefinido sobre o destino do clube e formação da equipa. Pareceu, até, que Fabiano Soares era o treinador porque já estava lá e ia a passar na altura. Mas a época foi evoluindo e a equipa formando a sua identidade. Potenciou jogadores e ganhou consistência suficiente onde era indispensável, o meio-campo. Taira, a referência maior, é um médio que nunca se enerva e assim o sector nunca se perde. A seu lado, crescem (e alternam-se) “utilitários” como Diogo Amado, posse, Esiti, mais trinco, Chaparro, talvez o melhor “enganche” ofensivo e, com esta crescente mecanização, o aparecimento no espaço mais adiantado de Matheus, mais solto para subir no terreno (viu-se contra o Rio Ave). Todos tem a sua utilidade descriminada quando entram.
Com a saída de Bruno César, o acelerador desequilibrador do onze (que dava uma dinâmica extra de contra-ataque, hoje nos pés de Gerso) acabou por criar um subsistema que faz de Leo Bonatini uma espécie de 9,5, atrás de Mendy. Ao principio imaginava-se que tirasse Bonatini de zonas de finalização. Depois, percebeu-se que lhe dava outra dinâmica de jogo que o fez crescer como... jogador sem deixar de ser goleador. Entre o 4x2x3x1 ou o 4x4x2 (quando Bonatini e Mendy se encontraram) o onze quer jogar apoiado. Quando quer “esticar” o jogo já não se sente bem.
Da desconfiança nasceu, pois, um “campeonato tranquilo”. Poucos olharam para eles e eles também não querem fazer ruído. Só pontos.