”Quadradinhos” de Arte

20 de Fevereiro de 2017

O Boavista apresentou um novo ponta-de-lança à comunidade. Já tinha um homem no centro do ataque mas apesar de como luta de costas, Schembri raramente via depois a baliza de frente. O novo elemento, o peruano Bulos, sabe segurar a posição e nas oportunidades que teve (um cabeceamento em rotação e um remate na área após parar a bola no ar) fez um golo. Eis o elo de ligação entre jogo e golo que a equipa necessitava.

Vendo o jogo com o Feirense, a sensação mais perturbante era ver como mesmo com a equipa bem no jogo, não conseguia fazer chegar a bola aos jogadores mais perigosos na frente (Renato Santos e, sobretudo, Iuri Medeiros). Deve-se á menor visão construtiva do meio-campo o que leva o nº10 Fábio Espinho a baixar muitas vezes o até quase ser um pivot ou nº8 recuado, para iniciar essa construção. Quando, por fim, a bola chegou aos pés de Iuri acenderam-se a luzes da equipa (recepção e passe mortal que Bullos finalizou).

Um onze não são quatro jogadores mas neste Boavista são eles que podem decidir qualquer jogo. Descobrir como lhes meter a bola deve ser a prioridade em termos de criação de princípios de jogo ofensivos.