Quando o céu fica “azul tático”

12 de Abril de 2016

No mesmo processo de amadurecimento do seu equilíbrio de jogo, o Manchester City entrou nas meias-finais da Champions com os avançados (o processo móvel ofensivo que inventa cada jogada a partir de rasgos essencialmente individuais) suportados nas costas por um duplo-pivot que cresce de jogo para jogo: Fernando-Fernandinho, os “médio guarda-costas” de um 4x2x3x1 com robustez defensiva na base da criação existente alguns metros á frente. Fica a duvida, agora, de perceber como pode reentrar Yaya Touré (condicionado esteve no banco) nesta nova equação do sistema.
O grande jogador desta equipa (o momento em que ela pensa melhor criativamente no sentido organizador do termo) continua a ser quando a bola está em Silva na entrada dos últimos 30 metros, mas foi na forma como De Bruyne, no seu regresso após lesão, encaixou no meio do trio que joga nas costas de Aguero, que esteve a chave para criar desequilíbrios na defesa francesa.

É o “formato europeu” do City de Pelegrini que emergiu ao mesmo tempo que o céu caiu em cima da cabeça do onze PSG e tirou-lhe o seu meio-campo “coração da equipa” na fase mais decisiva da época. De repente, Thiago Motta, Matuidi e Verrati desapareceram (lesões e castigos) do onze de Blanc que em busca de uma saída inventou um sistema de três centrais (em que dois deles, Marquinhos-Aurier são laterais na cabeça) no qual a equipa se sentiu estranha.
Ou seja, na altura em que uma equipa (o Manchester City) encontrou a chave da sua essência táctica, a outra (o PSG) perdeu-a em combate.