Quando o nosso mundo cresce

30 de Dezembro de 2015

Todo este admirável mundo novo de aposta em jovens jogadores não é, claro, exclusivo dos grandes. O “mundo liliputiano” do nosso futebol gera outros exemplares que também queremos ver “crescer depressa”.
Tem-se enchido páginas com Diogo Jota. O que me perturba é ser noticia porque pode ir para o Benfica e não pela forma insolentemente talentosa que entrou no onze adulto do Paços. Já o descrevi como jogador de “equipa grande” só pela confiança com que chega aos grandes estádios e frente aos defesas mais consagrados, toca a bola com a confiança que só os craques personalizados tocam.
A grande questão é agora como emoldurar este transfer de “formação num clube pequeno – aposta sénior em clube grande” num espaço de tempo tão curto.
Nestes casos, depende muito da cabeça inata do jogador. É difícil mudá-la mas pode ser necessário muito do chamado “treino dialogado”. Para entender que como a sua “forma de vida no futebol” vai mudar. Não tanto no jogo. Parece a mesma coisa mas é muito diferente.

O Jota é um jogador de quem gosto, mas de quem sempre vi uma atracão pelo conflito no jogo que nem sempre é saudável. Porque tanto “trinca a língua” e vai para cima dos defesas com técnica e raça, como se mete em conflitos desnecessários após a jogada terminada.
Tudo isto, porém, podem ser lapidado para uma personalidade competitiva personalizada e ambiciosa. Basta fazer bem esse tal “treino dialogado”. E, não duvidem: se não for agora, no momento do tal transfer, nunca mais será.