RELATÓRIO ARSENAL

16 de Março de 2015

RELATÓRIO ARSENAL

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA

Equipa organizada em 4x2x3x1. Mobilidade, velocidade e liberdade para os homens da frente. Profundidade + jogo entre linhas.

Jogo posicional que os expõem muito na perda pela subida dos laterais e do sector intermédio. Fortes no jogo curto. Centrais com qualidade de passe curto e médio que utilizam para a saída de bola em 1ª fase, laterais ofensivos, rápidos e com qualidade técnica no passe, na condução e no cruzamento bem como nos movimentos exteriores com e sem bola. Os médios-centro que compõem o duplo-pivot tem muita qualidade no passe e com Cazorla também em condução. Coquelin + comedido, sendo utilizado mais para ‘partir’ o jogo de um lado para o outro enquanto que Cazorla também o faz mas apresenta valências na condução em penetração interior. Alexis, Chamberlain e Özil tem liberdade de movimentos ainda que Chamberlain seja o mais vertical, Alexis procure mais as diagonais interiores e Özil seja vagabundo por completo tanto conferindo jogo interior/entre linhas como dando ruturas como recuando para vir buscar jogo. Giroud procura ruturas nas costas ou baixa para tabelar entre linhas. Algumas vezes cai nas costas da defesa e em 4ª fase ataca, preferencialmente, a zona do 1º poste. Em 1ª fase saem curto, pelos centrais, com apoios perto tanto laterais como interiores, pode ser pressionada para obrigar a procurar Ospina que quando pressionado treme bastante e decide mal.

Optam, normalmente, por procurar os laterais e/ou os médios-centro. A saída longa é mais procurada por Ospina sobre pressão (atira sem sentido: ideia base é procurar Giroud, tanto que quando o faz o avançado baixa para o duelo). Na 2ªfase por dentro (ou seja, pelos interiores) é um dos momentos de maior decisão (condicionar ao máximo a entrada no corredor central pelos médios-centro!).

A condução de Cazorla com as diagonais sem bola dos extremos ou o recuo de Ozil/Giroud que se posicionam entre linhas para tabelar ou receber são dos movimentos mais perigosos. A 2ª e a 3ª linha estão muito próximas o que cria facilidade no toque e na posse, a equipa larga facilita circulação e variação à largura. Os passes exteriores para os laterais ou extremos são outra das alternativas utilizadas.

Os movimentos exteriores de Ozil para receber por fora e as trocas posicionais iniciadas neste momento e que se prolongam até ao último momento também são perigosas. Por fora, os laterais podem assumir postura de condução (mais viável quando o extremo arrasta o oponente para o corredor central) ou através do passe provocando entre linhas (Ozil+Giroud) ou procurando um passe mais lateralizado e por ventura mais seguro buscando a colocação do extremo largo.

Atenção a triangulações utilizando o jogo interior de Ozil e Giroud e procurando profundidade com extremo a arrancar por fora nas costas do lateral opositor e a procurar linha final ou para jogo interior libertando um médio vindo de trás a entrar em penetração!).

RELATÓRIO ARSENALNa 3ª fase, ter em atenção ao movimento descrito atrás (triangulações!) mas também à capacidade dos criativos em definir em espaços curtos. Ruturas agressivas do passador e receptor (na tabela!). As ruturas de Giroud nas costas com o lançamento mais comprido ou as diagonais com a bola de Alexis, Ozil e Chamberlain. ‘Campo grande’ com muita participação dos laterais mas algumas vezes também dos extremos com lateral por dentro.

Os cruzamentos são utilizados e são feitos ora por fora ora em diagonal após movimento interior. As triangulações são efectuadas tanto dentro como por fora (Özil cai na faixa para forçar 3x2 e ao 1º toque com ruturas nas costas). Intensidade criatividade, no passe e na velocidade de execução e na corrida. Destaque ainda para Ozil que algumas vezes também procura diagonais por dentro para ganhar profundidade e cruzar (atenção ás entradas desde trás por parte dos extremos ou Cazorla!).

Em 4ª fase preocupação em tapar os movimentos de Giroud quando cruzam. O 1º poste e o coração da área são as zonas + procuradas (excepcionalmente pode ocupar o 2º poste!). Por outro lado a meia-distância de Alexis, Cazorla, Chamberlain e Ozil são algumas vezes solicitadas tal como as finalizações ao 2º poste após rutura ou movimento interior.

TRANSIÇÃO OFENSIVA:

Aposta em saídas rápidas por meio de condução (Cazorla!) ou por meio de passes mais verticais seguidos de condução rápida. Criativos são quem é procurado neste momento para explorar com a ligação velocidade-qualidade técnica o desequilibrio do adversário.

Rápidos e agressivos, transitam com facilidade pelos homens da frente e pelo médio-centro que sai para o jogo (neste jogo Santi Cazorla!). A procura da profundidade é utilizada mas menos regularmente (pouca aposta em lançamentos longos – mas atenção a Giroud).

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ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA:

Equipa organizada em 4x2x3x1 quando executa uma pressão média-alta e organizada em 4x1x3x2 quando pressionam alto e de forma mais intensa (Ozil sobe para o lado de Giroud enquanto que Cazorla protege nas costas da 1ª linha!).

Equipa com algumas trocas posicionais que fazem ‘dançar’ os posicionamentos-padrão. Centrais são fortes no jogo aéreo e individualizam marcação ao avançado referência quando este baixa (no corredor central) e controlam mal o espaço entre si. Os laterais são competentes no 1x1 defensivo, rápidos e fecham bem o espaço central sendo que individualizam muito a marcação nos corredores (praticamente HxH excepto se houver uma variação, aí fecham zonalmente as costas do central do lado oposto ao da bola).

Os médios-centro tem alguma dificuldade em controlar o espaço entre linhas e nas costas de Cazorla (obrigados a bascular rápidos não tem tempo de recuperar pela falta de apoio em cobertura exterior!). Procuram auxiliar nas zonas de pressão laterais e interiores mas o controlo da largura é horrível (explorar!!).

Extremos algo participativos mas não muito (Chamberlain + competente!!). Fecham o espaço de forma pouco agressiva. Ozil é mais participativo quando sobe para condicionar a 1ª fase e ocupa (apenas isso, ocupar…) sempre uma posição mais adiantada que os médios-centro mas sem grande compromisso no pós-1ª fase. Giroud é lutador, condiciona circulação pelos centrais na 1ª fase e muitas vezes recua para auxiliar na pressão, não sendo muito bem sucedido, tem mais compromisso que os restantes.

Equipa excessivamente exposta do lado oposto ao da bola (por falta de apoio defensivo a fechar o espaço dos extremos) e onde um movimento interior em 3ª fase liberta espaço frontal! Pouca rigidez nas coberturas e posicionamentos, equipa algo ansiosa por recuperar onde se denota alguma falta de comunicação dentro do campo. Variações de flanco desnorteiam um pouco o ‘GPS’ da dupla Coquelin/Cazorla que entre basculações libertam espaços. Forçar situações de 1x1 e de 2x1 com os laterais e provocar diagonais entre central e lateral de dentro para fora.

É na 1ª fase que variam em termos de comportamentais na pressão mas sempre procurando condicionar jogo interior e circulação entre os centrais. Um pressing maior é feito quando Ozil e Cazorla sobem retirando espaço ao portador para conduzir e encaminham o lateral para fora (na imagem 1 – braço de Cazorla a indicar a Ozil que deveria fechar o corredor lateral na fase seguinte!) ou obrigam a bater na frente para o avançado.

Agressivos não são em grande escala e quando sobem com os médios são + intensos na pressão. E quando não apertam desde a área (alto), 2ª linha condiciona entrada no espaço interior e Giroud corta linha entre os centrais. Na 2ª fase a equipa baixa e organiza-se em 4x4x1x1 com Ozil mais baixo que Giroud mas um pouco + subido que a 2ª linha (por principio extremos deveriam baixar – como Chamberlain fez algumas vezes!).

Quando em posse (condução!) saltamos a 1ª pressão entrando no domínio das coberturas-dobras dos médios-centro que caem para o lado da bola e de imediato libertam espaço no lado oposto e nas costas do MC mais afastado. A rigidez algumas vezes apresentada decorre de situações de lançamentos laterais onde os extremos são obrigados a recuar (o ideal será circular por trás, atrair 1ª e 2ª linha para voltar a desposiciona-los).

Quer joguem com o bloco mais curto quer joguem com o bloco mais esticado é sempre possível jogas nas costas dos médios (entre linhas) ou procurar um jogo mais vertical procurando o espaço nas costas (principalmente se jogar Mertesacker!) – procurar estas ruturas com médios vindos de trás (por exemplo com os médios a entrarem nas costas dos médios) – ou mesmo pelo espaço central com o avançado ou os extremos.

O miolo subido, intensidade no passe e movimentos (atenção para a tendência para individualizar a marcação à referência: quer dos laterais quando está descaído quer dos centrais quando está por dentro ou quando baixa em saídas longas!).

Em 3ª fase pelo espaço central preocupação em fechar espaço entre linhas (quase que unem) caíndo em cima do portador da bola (isto se receber por fora e vier para dentro em condução, porque no caso de uma variação curta dá muito espaço frontal ao portador para decidir - 1º golo Mónaco! - e lateral/extremo do lado oposto ao da bola!). Por fora, procuram fazer pressão sobre o portador da bola e criam 2 linhas na área para defender o cruzamento. Espaço frontal fora da grande área também.

Em 4ª fase procurar os postes (laterais não são muito fortes nos duelos) mas também porque os centrais tem péssima tomada de decisão. Se em 1x1 com Ospina procurar o 2º poste pois controla melhor o 1º e em meias-distâncias laterais também o 2º poste sendo que em remates frontais é indiferente o lado desde que seja um misto de potência com colocação (postes!) e ter sempre alguém para 2ª bola (um dos pontos menos fortes é alguma incapacidade para segurar a 1ª bola pelo que devemos ter sempre jogadores próximos e rápidos a reagir nesse tipo de momentos.

TRANSIÇÃO DEFENSIVA:

Momento de total exposição defensiva. Mau jogo posicional + péssima reacção dos médios leva à existência de espaços por fora e nas costas dos centrais que podem/devem ser explorados por movimentos agressivos e verticiais com variação de lado. Facilmente encontramos situações de 2x2 ou 2x1 (ver 2º golo do Mónaco).

O espaço exterior descoberto pela subida dos laterais, com Cazorla a soltar-se em 2ª fase liberta espaços uma vez que apenas ficam os centrais e Coquelin atrás (ver imagens da 2ª fase e da 3ª fase). Avançados com pouca capacidade de reacção ainda que os extremos sejam um pouco reativos.

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