A sombra da “âncora”

13 de Outubro de 2016

O aparecimento de André Horta, como a explosão, na época passada, de Renato Sanches na posição nº8 do Benfica, protagonizaram duas dinâmicas tácticas decisivas para um sistema apenas com dois médios puros (e que, por isso, pede muito a essa posição, a defender e a sair para o jogo em condução e/ou ligação com o processo atacante).

Nenhum desses jogadores poderia, porém, irromper com essa amplitude táctica de jogo, sem ter atrás o grande estabilizador do sistema, uma espécie de guarda-chuva táctico de equilíbrios de todo o onze: Fejsa. É ele a pedra-base, a âncora que mantém sempre a equipa com os pés bem assentes na relva em ternos de equilíbrio posicional, sem o qual nenhum nº8 poderia crescer sem, em algum momento, perder o timing defensivo da posição.

Um 6 que recorda trincos à moda antiga sem perder o lado mais moderno da posição, através de uma transição defesa-ataque feita de forma simples (em geral, num passe curto). Aparece pouco nos resumos, mas está sempre presente no jogo todo. O “jogo táctico global invisível”.