Táctica, técnica, fé, leitão:Futebol-total do Tondela de Petit

13 de Maio de 2016

Confirmou-se a incrível recuperação do Tondela, do último lugar até à salvação. A forma como no último jogo, mesmo sendo a única das três equipas que dependia de outros, foi a que entrou mais confiante e solta (a jogar e na cabeça) fez a diferença para esse “titulo da permanência”.

Já admiti a minha culpa. Quando ficaram a onze pontos da “linha de água” disse que a descida era inevitável. Não foi. E gostei de ver como no fim do jogo, após descer à zona junto aos balneários, todo o grupo, desde o Presidente a alguns jogadores me confrontavam com isso, entre sorrisos e apontar de dedo: “diz lá agora, que vamos descer!”. Tudo rodeado duma alegria e festejos contagiantes que, naqueles instantes, fizeram o futebol puro voltar com os contornos que deve ter. Todos eles tinham consciência de onde vieram para atingir este feito (e como o conseguiram) mas é desta matéria que o futebol entre todos os seus agentes (vivência, espírito e reações) deve ser feito. Com qualidade táctica em campo e caixas de leitão por fora para todos festejarem num opíparo final de campeonato. Tondela (o futebol) é isto.

Como imune á sentença de descida, Petit quase que criou uma forma diferente para o seu Tondela viver (jogar) a parte final do campeonato. Não foi a equipa estillo-trincheira e contra-ataque como é usual rotular o “jogar à Petit”.
Foi, ao invés, um onze que soube, sobretudo em 4x4x2, mover-se muito bem de trás para a frente, esticando rapidamente o jogo mas com apoios seguros de passe/progressão, onde Luiz Alberto (ou Lucas Souza) foram fundamentais no meio, espaço a que se juntava vindo da faixa o jogador mais equilibrador do onze nessa dinâmica (Hélder Tavares). Na frente, a mobilidade com técnica de Nathan fazem dele um jogador para níveis muito superiores.
Salvou-se jogando bom futebol. Com táctica, técnica, fé e leitão. É a fórmula do “futebol-total do Tondela de Petit.