URUGUAI

03 de Maio de 2002

URUGUAI

Berço dos primeiros campeões mundiais, o Uruguai, ocupa um lugar mítico na história do futebol. Um orgulho e um peso incomensurável com que as gerações futuras tiveram dificuldade em lidar. Depois de nas ultimas décadas, face á menor valia técnica, terem caído num estilo demasiado agressivo, quase violento, o inicio do novo século resgatou, em parte, o aroma técnico do futebol uruguaio, fiel á arte sul americana. No leme dessa revolução artística uma nova casta de avançados, dignos sucessores da bela escola uruguaia de delanteros. Peguem num papel e apontem estes nomes: Entre os consagrados, junto de Recoba (Inter), estão Magallanes (Veneza), muito forte, inteligente e agressivo, Forlan (Manchester United), um rematador que gosta de entrar pela direita e está em grande momento de forma, e Dario Silva (Málaga), rápido e fantasista, mas algo conflituoso. Logo depois desta elite, surgem Chevanton (Lecce), espécie de segundo ponta de lança, um jogador de rasgos, Zalayeta (Juventus), um jogador renascido, possante a cobrir a bola, e Oliveira (Sevilla), veloz e provocador de penalties.

Fizeram dupla atacante no Mundial Sub-20 em 1997. Não atingiram depois o nível imaginado, mas com eles o golo pode surgir a qualquer momento. Na mesma linha, estão Diego Alonso (At. Madrid), um perigo á solta, muito agressivo, Pandiani (Corunha), excelente na busca dos espaços vazios mas sem oportunidades na Galiza, e Regueiro (Santander), um esquerdino que gosta de entrar de trás. Entre os que actuam no Uruguai, destaque para Morales (Nacional), alto e forte, não possui beleza estética mas é um oportunista da área, Oliveira (Danúbio), um jovem prodígio de apenas 18 anos, e Peralta (Nacional), a quem chamam, pelo seu mágico pé esquerdo, o Recobita. Noutro plano, situa-se El Loco Abreu (Cruz Azul), a viver uma nova vida no México, de regresso aos golos, Correia (At. Madrid), uma esperança adiada após ter prometido muito, e Pacheco (Espanhol), uma revelação com um excelente final de época. Tudo nomes para fazer pensar Pua. Quem levar ao Mundial?