VAN GAAL em Manchester. “Footbal talks”

31 de Agosto de 2014

VAN GAAL em Manchester. Footbal talks

Numa altura em que as criticas começam a crescer, Van Gaal entra cada vez mais convicto para cada treino. Não é só a sua personalidade. É a força das ideias.

Esta semana assisti ao seu dialogo de futebol com Gary Neville, antiga estrela do Manchester que ganhou tudo, e, num ápice, abre-se uma porta para outa dimensão do jogo. “Let´s talk about football!”.

Discute-se a mudança para o 3x5x2. “É mais fácil para defender. Tens que defender o espaço e o adversário que vai entrar nele. Quando jogas com essa percepção fica sempre menos de 15 metros entre os três defesas-centrais. Depois, tudo depende de uma boa comunicação”.

Van Gaal mais do que uma filosofia de futebol, tem dogmas dos quais não abdica. As equipas crescem com o decorrer das épocas. “Todas as minhas equipas fizeram esse percurso”.

Mas há um jogo para jogar e ganhar amanha. Como se compatibiliza isso? Para isso tens de comprar quem pode fazer crescer a equipa. E fala em Rojo que para o seu sistema pode jogar em duas posições cruciais.

Neville vai olhando para Van Gaal que a certo ponto até lhe pergunta: “és tímido?”. Nunca ninguém perguntara isso a Neville mas eles estava demasiado calado a ouvir Van Gaal. “Como treinador nós temos que dar muita informação aos jogadores. Demasiada, penso. Para eles é como quando nós entramos num grande aeroporto que desconhecemos e não sabemos para que terminal ir, os caminhos, etc. Eu percebo porque agora em Inglaterra também tenho de aprender a conduzir do lado oposto da estrada. É esse o processo.

O Manchester perdeu com o Swansea não pela exibição, mas pelo ponto onde está o processo. “É isso que as pessoas têm de perceber”. E avalia, diz, o jogo com os jogadores. Resulta sempre? “Depende sempre dos jogadores”, responde. A conversa, como esta página, termina no ponto onde começou então com Baresi. Rapidez a ler o jogo. Ou a entender o processo.

DI MARIA QUE TIPO DE VELOCIDADE É ESTA?

As dificuldades de Van Gaal fazer renascer o Manchester United estão a marcar este inicio de época. Para além do sistema e outras variantes do clube/equipa nesta fase, é interessante ver a equipa dissecando por dentro, abrindo-a ao meio. Esta semana confirmou-se que o jogador mais desejado por Van Gaal para enfrentar esse desafio é Di Maria. Pode parecer estranho conhecendo os traços essencialmente de velocidade de peras do esguio argentino (que nasceu extremo sem saber que tinha outro dom). Ancelotti descobriu-o em Madrid. É de grande treinador. Quando o puxou para zonas interiores e o jogador melhorou. Manteve a velocidade mas descobriu uma inteligência de jogo que nem sabia que tinha (há, claro, algo de introduzido pelo técnico, mas se ante já não estivesse dentro do jogador, não apareceria nunca).

Di Maria não é um pensador por natureza mas pode meter no meio-campo um traço de futebol pensado com rapidez no momento imediato à posse de bola que poderá ser decisivo para o clique da equipa nesse momento do jogo.

VAN GAAL em Manchester. Footbal talksPorque as dificuldades voltam a andar pelos mesmos locais que comeram Moyes: o meio-campo na sua dimensão de inteligência de jogo. Ele vai usar a mítica camisola 7 do Manchester mas não viver numa ala, nem fazer dela um habitat. Acredito que Van Gall vai procurar mete-lo onde a equipa precisa de quem a faça pensar. Dentro de um relvado é possível ser-se vertiginoso e pausado à vez. O distinto tem pontos de atracão que fazem os melhores jogadores. E quanto maior for essa união, ou melhor, percepção de a lançar em campo, melhor é o jogador. E a equipa onde ele “respira”

Toda a dimensão da conversa com Van Gaal em:

http://www.telegraph.co.uk/sport/football/managers/louis-van-gaal/11052364/Louis-van-Gaal-It-has-been-a-very-difficult-start-at-Manchester-United-but-I-will-deliver.html