Vasco, o drama na Segundona

19 de Outubro de 2014

Vasco, o drama na Segundona

O segundo drama do Vasco na segunda divisão

Na data de 8 de dezembro de 2013, o clube Clube de Regatas Vasco da Gama foi rebaixado pela 2ª vez em cinco anos. No dia deste rebaixamento, o Vasco estava sendo treinado por Adilson Batista e foi a campo no 4-2-3-1 da seguinte maneira:

Vasco, o drama na Segundona

Na partida que decretou a 2ª queda de divisão, o Gigante da Colina atuou no 4-2-3-1 de forma espaçada; com seus meias marcando individualmente os laterais e um dos volantes adversários; com posse de bola, mas sem objetividade alguma e, por fim, demonstrando vários aspectos táticos desatualizados em terras brasileiras.

Para o ano seguinte, a diretoria cruzmaltina manteve Adilson Batista no comando da equipe. Com este técnico, diversos jogadores saíram e outros vários chegaram para fazer com que o Vasco voltasse para a 1ª divisão no mesmo ano que caiu. Entre estes jogadores que chegaram, alguns já tiveram passagens pelo futebol europeu, como são os casos do atacante Kléber (Dínamo de Kiev), do zagueiro Rodrigo (Dínamo de Kiev) e do lateral-direito André Rocha (Panetolikos).

Em pleno ano de reestruturação, o Vasco da Gama foi até a final do Campeonato Carioca. Nesta decisão, Adilson Batista manteve o 4-2-3-1 de 2013, mas em 2014, a equipe se apresentou mais organizada. Na final, o Gigante da Colina se compactou entre intermediárias, buscou muito o lado direito para atacar e o armador da equipe – Douglas- estava começando a entender como os seus companheiros de time jogavam.

Vasco, o drama na SegundonaJá na pausa da Copa do Mundo do Brasil, Adilson Batista reestruturou a equipe, pois o time estava mal na Série B do Brasileirão. Com a chegada de Felipe Bastos e Carlos César, o Vasco passou a demonstrar melhores aspectos táticos em campo. A curta compactação passou a ser buscada constantemente, o controle do meio do campo passou ser realizada pelos três volantes, os laterais passaram a atacar simultaneamente para criar amplitude para o sistema ofensivo e os dois atacantes passaram a ocupar melhor o espaço ofensivo. Era o início da reestruturação vascaína.

Vasco, o drama na SegundonaNas 10 rodadas após da parada da Copa, o Vascos venceu cinco, empatou três e perdeu duas. Sendo que nos últimas quatro partidas desta sequência de jogos, o Gigante da Colina venceu uma, empatou outra e perdeu duas. Sendo elas um revés por 2 x 1 e outro por 5 x 0. Como no Brasil, a diretoria é imediatista, Adilson Batista foi demitido e em seu lugar, Joel Santana foi chamado.

Joel Santana foi técnico da Seleção da África do Sul entre 2008 e 2009, mas desde 13 de maio de 2013, ele não dirigia alguma equipe. No dia 6 de setembro de 2014, este técnico foi contratado e, três dias depois, comandou o Vasco da Gama na vitória em cima do Luverdense por 2 x 0.

Vasco, o drama na SegundonaCom a base do time de Adilson Batista, Joel Santana pouco modificou a forma de o seu Vasco atuar. Com o novo técnico, o Gigante da Colina continua a atacar com os dois laterais simultaneamente, a compactação continua entre intermediárias e o tipo de marcação do sistema defensivo mantém por zona. Já de diferente, o atual Vasco freqüentemente sai para o jogo através de Maxi Rodríguez, este constantemente alinha a Douglas na meia ofensiva, os dois atacantes pouco abrem para tabelar com os laterais que subiram e Fabricio e Guiñazu não sobem ao ataque.

Por ter a mesma estrutura tática, o Vasco continua a apresentar desempenho parecido com que estava mostrando com Adilson Batista. Tanto que, mesmo sendo o único time grande brasileiro disputando a Série B, o Gigante da Colina ainda não deslanchou no campeonato e que, atualmente, está na 2ª posição. Esta equipe carioca e mais outras quatro ainda disputam acirradamente quatro vagas para o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro.

Caio Gondo, Brasil