O dom da ubiquidade

07 de Janeiro de 2021




De entre os bons jogadores que dão forma às ideias de Pepa no surpreendente Paços de Ferreira há um velho conhecido que não deixa de impressionar: Luiz Carlos.
Aos 35 anos o médio brasileiro continua a ser um autêntico dínamo no miolo pacense. Parece ter o dom da ubiquidade tal é a forma como se desdobra, como que se multiplicando entre a defesa e o ataque. Prossegue infatigável num labor discreto mas fundamental para alavancar a equipa. A sua capacidade de trabalho e o notável espírito de sacrifício que demonstra, sempre em prol dos seus, fazem dele um dos líderes naturais dos castores.
A vontade e a energia que empresta ao jogo combinadas com a experiência acumulada, o enriquecimento tático que daí advém e a sua fantástica regularidade exibicional redundam num autêntico elixir da juventude. Luiz Carlos conhece as rotinas de jogo do Paços de Ferreira como ninguém e palmilha sabiamente os caminhos do relvado, tão familiarizado está.
É a bússola da Mata Real. Vindo do Freamunde em 2011 foi um dos destaques da histórica equipa do Paços que com Paulo Fonseca se qualificou para a Liga dos Campeões fruto de um extraordinário 3.º lugar no Campeonato em 2012/2013. O centrocampista regressou em 2018/2019 e foi instrumental para o título da Segunda Liga e a subida de divisão sob a orientação do saudoso Vítor Oliveira.
Luiz Carlos é sinónimo de fiabilidade, garante de estabilidade. Na Capital do Móvel espelha em campo a robustez da madeira maciça. E, qual carpinteiro, vai sempre a jogo com afinco para lançar bases sólidas para a criação de algo especial.
Fotografia:

FC Paços de Ferreira