Um Olhar sobre a Roma de Paulo Fonseca

02 de Novembro de 2020




Aproveitando o embate da AS Roma contra o CSKA de Sofia, a contar para a Liga Europa, retiramos alguns pontos muito breves, daquilo que é a ideia de jogo em 2 momentos, Organização Ofensiva e Defensiva, da equipa comandada pelo Português.

- Antes de mais, dizer que não tem sido o melhor dos arranques, mas a equipa de Paulo Fonseca, certamente e solidificando aquilo que são as dinâmicas presentes nos diversos momentos do jogo, certamente irá atingir um nível de jogo altíssimo.

- Com bola, e em organização ofensiva, de realçar a tentativa de executar em quase todos os momentos do jogo, uma saída limpa e curta, sendo que na primeira fase de construção, é bem visível a linha de 3 centrais, no caso Fazio, Smalling e Kumbulla, e a clara intenção de privilegiar a ligação interior com os 2 pivôs defensivos, Gonzallo Villar del Freile e Cristante, sendo que o primeiro assume um papel de mais liberdade, e possui a capacidade de progredir no terreno, com ou sem bola, e o segundo, o papel de um “pivô mais fixo”, sendo importantíssimo nos equilíbrios defensivos da equipa.

- Não conseguindo a tão desejada ligação interior, existem 2 alas (Peres e Spinazzola) por fora, a ser solução no primeiro momento  e a oferecer a  capacidade de se projetarem com facilidade no terreno, (ligação pivô- ala acontece variadíssimas vezes, através de passes de longa distância, queimando diversas linhas da equipa adversária) e facilmente chegarem a zonas mais adiantadas.

- Detalhe importante, o de perceber que quando ocorre a ligação entre Central-Ala, o central que ligou tem liberdade para progredir e tentar criar superioridade no corredor, sendo que é importantíssimo, e mais uma vez realço, o papel de Cristante, para fornecer o equilíbrio nesse momento.

- Interessante verificar, que após a primeira ligação ser realizada com sucesso, e ao passar para a zona de criação, é nesse exato que o jogo acelera e a equipa desdobra-se, sendo que em zonas mais exteriores, e como já foi referido, existem os alas, e por dentro, a tão incrível mobilidade oferecida por homens como Mkhitaryan, Perez e Mayoral, que facilmente, ficam de frente e prontos para agredir a linha defensiva adversária

- Sem bola e em organização defensiva, a equipa opta por uma espécie de 5-1-3-1, com as linhas de pressão bem altas, tentando condicionar o adversário, e remetendo-o ao seu meio campo defensivo.

- Papel importante do homem mais adiantado nesse momento, Mayoral, que tem como “obrigação”, condicionar a ação dos centrais, fazendo um movimento de dentro para fora, impedindo de que a ligação Central-Central aconteça, e arrastando o adversário para zonas laterais, criando aí uma zona de pressão.

- Importante também, a noção e capacidade coletiva de baixar e ajustar o posicionamento, após adversário conseguir atingir o setor intermédio, tornando a equipa compacta e tentando não deixar espaço entre setores (algo que, ainda assim, aconteceu no jogo algumas vezes).

- Cristante mais uma vez, importantíssimo, ao ocupar e a dar cobertura aos homens da linha defensiva que saltam no portador, e deixam a linha de 5 homens mais recuada.

Diogo Postiga - Cronista Recepção Orientada